A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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5 forças transformadoras no setor da saúde

O segmento da saúde vivencia um período de mudança e cinco novos fatores estão levando a este novo desenvolvimento, segundo pesquisa da PwC.  Com mais poder de barganha, o paciente começa a ser o verdadeiro centro gravitacional de um complexo e interligado sistema.

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O relatório, feito pela Health Research Institute da PwC, diz que o segmento da saúde está a tornar-se mais integrado, e que com isso há mais espaço para a inovação na medida que novos players adentram o mercado.  Após décadas de uma conhecida resistência à mudança, o segmento agora é forçado a conviver com uma série de novos desenvolvimentos tecnológicos que ocorrem rapidamente, e em simultâneo.

“O sistema moblog-pic42dular, onde os consumidores podem escolher o que querem de acordo com suas necessidades de cuidado e restrições financeiras, é muito mais acessível para novas empresas que podem ocupar um espaço no mercado sem ter que controlar, possuir ou entender o todo’’, diz a PwC. “O sistema é mais dinâmico, responsável com os consumidores e fértil para a inovação.”

Há 5 forças transformadoras no setor da saúde que devem dominar o panorama de evolução no futuro, conforme:

A influência crescente do consumidor

Os pacientes têm mais acesso a dados e estão motivados a achar as opções dentro do segmento da saúde que beneficiam a eles próprios, e que caberão em seus bolsos. A transparência de preços permite a eles comprarem bens e serviços com confiança.  No mais, plataformas que conectam e informam aos consumidores estão se tornand cada vez mais acessíveis.

A transição para o tratamento baseado na qualidade

Esse fator é o que provavelmente produzirá os resultados imediatos e em escala mais expressivos.  Segundo o relatório, em função da pressão por parte dos Centers for Medicare & Medicaid Services que pleiteiam a rápida implementação de programas alternativos de pagamento, novas fontes de transformação no segmento da saúde podem surgir desse ponto de partida.

O aumento do uso da tecnologia

Além da adoção de sistemas de prontuário eletrônico, outras tecnologias têm um impacto real sobre o setor, a forma como os médicos fazem os tratamentos e como os pacientes podem se conectar com os outros players do sistema. Plataformas que fazem uso de inteligência artificial (como o Watson, da IBM) e a medicina de precisão e genômica, por exemplo, aumentam a capacidade da saúde individualizada virar uma realidade.

Descentralização do tratamento

O monitoramento remoto de pacientes e clínicas virtuais que levam o tratamento aos pacientes (ao invés de obrigá-los ao deslocamento) devem revolucionar o segmento. Isso significa que os consumidores podem solicitar serviços de saúde onde e quando quiserem.  Resta que a regulamentação de saúde acompanhe as mudanças, pois essas serão inevitáveis.

Aumento do foco em bem-estar

Diversos participantes do sistema, como pacientes, planos de saúde e outros profissionais do sistema poderão se beneficiar com essas mudanças.  Deverá haver cada vez mais ações como encorajar os pacientes a comer melhor, se exercitar, etc. visando a melhoria da saúde individual.  O papel dos wearables, IoT (Internet of Things) aqui pode ser essencial.  No final, o resultado composto de todas as tendências trará benefícios a todos.

Veja o artigo original (em inglês) aqui.


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Gamification na saúde: o que é isso?

O termo gamification em inglês se traduz livremente como ludificação – o exercício de incorporar conceitos originalmente restritos aos jogos eletrônicos a outros ramos tidos como mais “tradicionais”.  A grande maioria dos conceitos de gamification estão ligados ao conceito da recompensa – ao fazer x, você ganha y.  Mas como que isso pode ser aplicado de forma coerente na saúde?

Sempre Health é um excelente exemplo de como o uso de gamification na saúde pode transformar o mercado de uma forma fundamental.  A empresa parte do princípio que o approach massificado de precificação de planos de saúde (por exemplo), medicamentos em farmácias, etc. não faz sentido porque cada individuo é exatamente isso – um indivíduo – com diferentes hábitos de saúde, higiene, estilo de vida, etc.

O paralelo pode ser traçado no caso do desconto no seguro automóvel para bons motoristas: os cuidadosos merecem pagar menos no prêmio anual.  A Sempre Health usará dados de PHRs, entre outras fontes, para “medir” a saúde de indivíduos e recompensar os que têm bons hábitos nesse sentido; há mais detalhes da metodologia aplicada pela empresa no website da mesma.

Essencialmente, a Sempre Health começa a permitir que o indivíduo tenha um estímulo real para melhorar os hábitos relacionados a sua saúde para que consiga usufruir de forma direta em subsídios para seus gastos no setor.  Outras empresas do mercado americano também buscam meios de engajar o paciente através de sistemas de recompensa com origens em gamification.  Ambas GoodRx e Blink Health também têm iniciativas similares, mas não tão personalizadas e focadas.  A GoodRx oferece um serviço inteligente de comparação de preços de medicamentos em diversos pontos de vendas.  Já a Blink Health oferece comparativos de preços no e-commerce e a localização das farmácias mais próximas para a retirada do pedido ao usar geolocalização do dispositivo do usuário.

A gamification pode não só trazer um fator “divertido” ao setor da saúde, mas também benefícios palpáveis e diretamente mensuráveis, ex.: redução de custos através da personalização da experiência do usuário, bonificação por comportamentos desejados, entre muitas outras possibilidades.  Deve existir o cuidado de não exagerar na dose dos elementos de ludificação, mas certamente há valor na iniciativa se for implementada da forma correta e coerente para o usuário final.

Veja o post original (em inglês) aqui.


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Ainda aguardamos o tal engajamento do paciente

O envolvimento do paciente em seu cuidado médico é uma das principais metas do profissional de saúde porque há a crença de que isso leva a um melhor resultado no tratamento.  O chamado “empoderamento do paciente” é um termo usado com frequência no passado recente, mas pouco é dito sobre como podemos tentar empoderar o paciente de fato.

A NEJM Catalyst promoveu uma pesquisa envolvendo 340 hospitais, executivos da saúde, líderes de clínicas e médicos.  Nela, foi constatado que mesmo que 25% dos entrevistados tenham demonstrado estar altamente engajados nas decisões de cuidados, apenas 9% estavam no nível máximo de envolvimento no que diz respeito aos procedimentos adotados no cuidado clínico.

O estudo aponta para uma série de correlações entre as características de um paciente e o nível de engajamento do mesmo.  Uma das mais claras é a correlação entre os dois quando o fator de influência é a idade do paciente, conforme (gráfico em inglês):

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A internet já oferece algumas ferramentas que ajudam o tão almejado engajamento, ex.: portais de perguntas e respostas sobre a saúde, busca por profissionais e agendamento online de consultas, entre outros.  Porém, o setor é unânime quando diz que os prestadores podem trabalhar para oferecer uma comunicação bem mais ampla a partir desses recursos.

A maioria dos entrevistados acredita que a melhor solução para esse problema é ter médicos, enfermeiros ou outras partes do staff que possam passar mais tempo com os pacientes.  Outros mecanismos de comunicação como e-mails e sistemas de mensageria também podem contribuir para a melhoria na comunicação entre médicos e pacientes.

De uma forma geral, aínda há diversos desafios a serem vencidos para alcançarmos o almejado engajamento (gráfico em inglês):

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Fica claro que a tecnologia tem (e continuará a ter) um papel central na promoção de um envolvimento maior do paciente no seu cuidado, principalmente na tentativa de resolução de um enorme gargalo: a ausência de sistemas que incentivem o paciente a engajar.  A relação entre o setor, pacientes e desafios podem ser analisados em mais detalhe no estudo da NEJM nesse link.


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O Dr. Google chegou

Quem nunca consultou o Google para obter informações de doenças e sintomas (ou algo relacionado à saúde) que atire a primeira pedra.  O costume generalizado de usar a ferramenta para tal é cada vez mais comum e é uma fonte de preocupação constante para médicos e outros profissionais de saúde.

Pesquisas relacionadas à saúde compõem surpreendentes 5% do volume de buscas globais no Google.  Apesar do hábito ser comum, a qualidade e fidelidade de uma enorme proporção dessa informação disponibilizada é baixa.  Isso pode levar a outras externalidades negativas, como a diminuição de visitas (muitas vezes necessárias, ou até mesmo essenciais) a médicos, auto-medicação indiscriminada, entre outros.

Para tentar atenuar o cenário potencialmente negativo que se desenvolve a médio prazo do ponto de vista do impacto sobre a saúde pública, o Hospital Israelita Albert Einstein e a própria Google lançam um novo recurso.  Agora, o usuário de buscas poderá contar com quadros com informações de saúde revisados pelo staff do Hospital, que aparecerão no topo dos resultados da pesquisa.

 

Veja o vídeo explicativo da iniciativa:

“É um direito do paciente ter conhecimento sobre a sua condição e acessar informação de qualidade sobre doenças e sintomas.  Para o Einstein é mais uma ferramenta para a promoção de saúde na sociedade”, diz o seu presidente, Dr. Claudio Lottenberg.

Os novos resultados começaram a aparecer aos usuários do Google progressivamente a partir de antes de ontem. A implementação completa pode durar alguns dias

E veja o artigo original do HIAE aqui.


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Me dê um app que eu te darei o meu prontuário

Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare

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Todos os anos, milhões de brasileiros fazem suas declarações de imposto de renda na internet através do serviço provido pela Receita Federal.  Encaminhamos informações sensíveis pela internet porque confiamos na tecnologia adotada.  Outro exemplo que demonstra a capacidade da internet de ser um ambiente seguro para a troca de informações sensíveis é o uso massivo de serviços bancários (“online banking”).

Agora imagine que você, paciente, necessite encaminhar o seu histórico de saúde para um médico que não seja o seu atual (por escolha própria ou por indicação do seu médico, por exemplo); ou, para uma clínica ou hospital.  Você provavelmente precisará preencher formulários, ou no mínimo encaminhar informações sensíveis via correio, fax, ou até mesmo gastar com entrega via motoqueiro (isso se o seu destinatário estiver na mesma cidade, é claro).  Alguns dias ou semanas depois, quem sabe, o seu prontuário estará acessível.  E os exames de imagens, o que fazer com eles?  Você se lembra da sua senha de login do portal do laboratório?  Qual laboratório mesmo?

Na primeira visita ao novo médico, com sorte os seus dados já terão sido inseridos em um prontuário eletrônico, mas com enormes chances dele não “conversar” com o prontuário eletrônico do seu médico original.  Com mais sorte ainda, todos seus dados estarão corretos (mas estou disposto a apostar que haverá erros).

Quais as razões por trás dessa discrepância de uso da tecnologia se a mesma já está disponível?  Porque conseguimos efetuar transações bancárias complexas através de um celular, mas não conseguimos compartilhar, com facilidade, nosso prontuário eletrônico através de uma plataforma uniforme que faça sentido para ambos médicos e pacientes?

Muito já foi dito sobre a incapacidade técnica (ou, em alguns casos, mera falta de vontade) de hospitais e médicos em compartilhar a informação eletrônica do prontuário do paciente.  As razões alegadas já são conhecidas: ausência de interoperabilidade entre sistemas existentes, fraca regulamentação da comunicação de dados no setor, segurança, privacidade, confidencialidade, entre outras.

Feliz, porém lentamente, há uma evolução perceptível.  Com o envolvimento direto do paciente, o compartilhamento fácil e seguro torna-se uma realidade.  Além de realidade, é uma necessidade: para que haja cumprimento à legislação vigente da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), o paciente precisa autorizar o compartilhamento de seus dados clínicos a terceiros.  A vantagem: o paciente é quem controla seu prontuário, e autoriza o acesso a ele a quem quiser de forma pontual.  Porém, há também uma desvantagem: ter que liberar o acesso a cada vez que ele é requisitado, seja pelo seu médico principal, um especialista, ou até mesmo um hospital.  No final das contas, queremos sossego e esperamos que a tecnologia simplifique o nosso cotidiano, e não que o faça mais complexo.  Fica claro que o sistema de sucesso será aquele que simultaneamente cumprirá os requisitos da lei, dará autonomia ao paciente, e nutrirá o médico com informações relevantes para a sua prática.

A importância das APIs (Application Programming Interface) vêm à tona então.  As APIs permitem que dados sejam compartilhados para propósitos específicos, e não necessitam que sistemas “falem” a mesma língua de forma nativa.  Já existem soluções no mercado que permitem o armazenamento e acesso seguro do prontuário eletrônico do paciente, porém, nenhuma é adotada de forma massificada e convincente.  Mais importante é o fato de que não há nenhuma solução no mercado brasileiro que permita esse compartilhamento fácil e desburocratizado.  Há uma lacuna a ser preenchida.

Veja o post original no LinkedIn aqui.

E veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.


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Será a inovação a principal missão de uma start-up?

Em mercados mais desenvolvidos como o dos Estados Unidos, ou em países da Europa ocidental, a “febre” das start-ups na saúde já é um fenômeno existente há alguns anos.  No Brasil, começa-se a ver a consolidação da mesma tendência.  Mas qual é o real propósito de uma start-up na saúde?

A agilidade para reagir às necessidades do setor e a possibilidade de ter na inovação a principal força motivacional são características marcantes de uma start-up.  No caso da saúde em particular, a gestão de processos institucionais, a comunicação entre profissionais e a relação médico-paciente estão entre as prioridades dessas empresas embrionárias.

E empresas embrionárias são, normalmente, compostas de jovens empreendedores, cujo raciocínio já é “nativamente digital”.  Por serem os agentes dessa transição, as dificuldades na implementação de suas idéias é um exercício que trilha um caminho sinuoso.  O que observamos cada vez mais é o interesse de instituições tradicionais já estabelecidas no que as start-ups desenvolvem.  Seja por interesse genuíno ou meramente financeiro, a troca de experiências entre os dois tipos de players no ramo traz benefícios à sociedade.

Conforme a Syte, instituto de pesquisa para o desenvolvimento de novas frentes de tecnologia na medicina.  Há uma forte expansão no escopo dos nichos que despertam interesse para o investimento nas start-ups em saúde.  Em 2015 os investimentos de risco em saúde digital atingiram US$ 4,5 bilhões e cerca de 265 eHealth start-ups levantaram mais de US$ 2 milhões cada nos EUA.

Veja quais são as top 6 áreas que atrairam investimentos no setor em 2015, também conforme a Syte:

  • Engajamento do consumidor – US$ 629 mil
  • Wearables e biosensores – US$ 499 mil
  • Saúde personalizada – US$ 400 mil
  • Ferramentas para as fontes pagadoras – US$ 263 mil
  • Troca de informações – US$ 236 mil
  • Cuidado coordenado – US$ 208 mil

Além dos investimentos, também há diversos desafios do setor no que diz respeito ao Brasil em particular, conforme:

  • Dificuldade na obtenção de profissionais qualificados em TI para a saúde;
  • Baixa interoperabilidade entre os sistemas já existentes;
  • Ambiguidade na regulamentação do universo digital crescente;
  • Infraestrutura ruim para acesso à internet no Brasil;
  • Treinamentos de conscientização para vencer as resistências de médicos e pacientes

Veja o artigo relacionado aqui.


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A teoria econômica, a tecnologia, e o prontuário eletrônico

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Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare


A teoria econômica sugere que o uso da tecnologia em qualquer processo, seja esse de uma indústria de manufatura ou de provisão de serviços, é a única forma de aumentar a produtividade real do mesmo a longo prazo.  O uso incremental de outros recursos pode trazer benefícios a curto prazo, mas essa estratégia (normalmente) tem ganhos sucessivamente menores (Lei dos Rendimentos Decrescentes).

O curva da PPF (Production Possibility Frontier) acima é relevante nesse contexto.  Se presumirmos o pleno e eficiente uso dos recursos disponíveis, as combinações de produção e/ou provisão são ilustradas no gráfico ao longo da curva na cor laranja (na forma dos pontos A, B ou C).  Porém, se quisermos atingir um novo patamar (ex.: ponto Y), forçosamente precisamos de maior produtividade, e é exatamente aqui que o uso inteligente da tecnologia é importante.

O setor da saúde é um exemplo prático para exemplificar as teorias propostas. Um gestor de uma unidade pode, a curto prazo, se beneficiar por contratar mais enfermeiros, por exemplo.  Porém, a longo prazo, seu benefício marginal certamente cairá se a produtividade (simplesmente definido como resultado por pessoa por unidade tempo) não for priorizada.  Fica claro aqui o importante papel do uso do prontuário eletrônico e seus desdobramentos para propiciar exatamente esse aumento de produtividade.

Do estudo referente ao uso da tecnologia de prontuários eletrônicos que contemplou aproximadamente 2.000 estabelecimentos no ramo (TIC Saúde 2014), algumas conclusões podem ser traçadas.  O estudo coletou informações de aprox. 2.000 estabelecimentos de saúde que declararam ter utilizado a internet nos últimos 12 meses em relação ao momento da entrevista.

O estudo revelou, entre outros, que:

  • 25% do setor privado usa soluções unicamente em papel, versus 69% no setor público;
  • Aproximadamente um terço (~35%) do setor privado alega usar somente o modelo eletrônico de prontuário do paciente;
  • 75% do setor privado usa algum tipo de prontuário eletrônico.

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Apesar das estatísticas acima apontarem para uma saudável penetração de uso de algum tipo de sistema eletrônico para a gerência das informações dos pacientes, temos que ter cautela para não as considerarmos como verdades absolutas.

Basta falar com alguns médicos e profissionais do ramo para constatar a predominância da insatisfação com sistemas que não atendem às necessidades reais; e ausência de algo que realmente se insira na rotina desses profissionais.

Se olharmos um pouco mais o detalhe da pesquisa, concluímos que aínda existe muito a fazer na implementação digital do prontuário eletrônico.  Vejamos dois exemplos:

  • Apesar de 73% dados cadastrais estaram disponíveis eletronicamente, esse tipo de informação por si só agrega pouco valor ao médico (e até mesmo ao paciente);
  • Informações muito mais relevantes como alergias (31%), anotações da enfermagem (27%) e sinais vitais (25%) têm níveis de disponibilidade eletrônica bem mais baixos.

A conclusão é que aínda temos um longo caminho a trilhar antes de considerarmos que o nosso mercado está “digitalizado” na questão do prontuário eletrônico.  As estatísticas da referida pesquisa são somente isso – estatísticas – e o fato é que elas são interpretativas e não revelam a realidade do cotidiano da saúde no país.  Existe uma lacuna fundamental aínda a ser preenchida: a de agregar valor à rotina do médico de forma inteligente e concisa através da interpretação da multiplicidade dos dados coletados.  O modelo atual do prontuário eletrônico no Brasil simplesmente não faz isso.

Veja o post original (no LinkedIn) aqui.

E veja o post relacionado (e o infográfico original na sua totalidade) aqui.