A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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O manual do Core está no ar: conheça as nossas FAQs.

O Core é uma plataforma com profundidade e bastante rica em inteligência médica – há bastante valor a ser descoberto no nosso prontuário eletrônico.  Visando ajudar aos nossos usuários conseguirem extrair o potencial máximo do Core, preparamos uma página de FAQs – Frequently Asked Questions.

A página serve como um manual de uso e e tem instruções passo-a-passo para as principais funcionalidades da plataforma.

Confira já, a página está no ar aqui.

E, como sempre, a equipe da UTIL está disponível através dos nossos diversos canais de atendimento, seja nas nossas páginas nas principais redes sociais, ou através da seção “Contato”, na nossa homepage.

Estamos à disposição!

 

 


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O Core está no ar!

 

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É com muito orgulho que a UTIL apresenta a evolução do prontuário eletrônico

Conheça o Core:

  • Acrônimo de Communication and Records Management, é uma plataforma digital inédita para registro, compartilhamento e análise de informação;
  • Concebido por profissionais de saúde para profissionais de saúde;
  • Experiência de uso inovadora e intuitiva que padroniza e personaliza consultas médicas e estrutura dados clínicos;
  • Oferece suporte à decisão clínica.

O Core já está disponível para uso por médicos e outros profissionais de saúde.

E tudo isso de forma gratuita!

Conheça melhor a plataforma AQUI.

Ou cadastre-se já AQUI e comece a usar agora mesmo.

Voltaremos com novidades em breve!


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O uso do prontuário eletrônico pode levar o médico ao “burnout”?

Nos EUA, médicos ficam em média metade do seu tempo entre o uso de sistemas e processos burocráticos e somente aprox. 27% prestando cuidado ao paciente. Pesquisas indicam que desenvolvedores de prontuários eletrônicos precisam focar em formas de possibilitar que o médico volte a sua atenção à relação com seu paciente.

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Para cada hora que um médico passa frente a frente com um paciente, duas adicionais precisam ser investidas até o final do dia em documentação e entrada de informações em sistemas de prontuário eletrônico, conforme pesquisa publicada no Annals of Internal Medicine.  No final das contas, a pesquisa sugere que um eventual burnout dos médicos (extrema exaustão que acarreta em sintomas físicos e/ou neurológicos) pode ser ligado à necessidade dos processos burocráticos de documentação.

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“O tempo que o médico gasta com a interação com seus pacientes é um poderoso determinante de sua satisfação profissional; enquanto o tempo gasto com papelada e ao computador implicam na menor disponibilidade para cuidar do paciente”, diz o artigo especializado.  Mesmo assim, não há dados concretos, de forma consistente e massificada, sobre o breakdown de uso de tempo dos médicos.

As conclusões da pesquisa apontam que recursos tecnológicos como a possibilidade de ditar a anamnese para que seja intepretada e convertida em texto, por exemplo, drasticamente melhoraria a atenção dada aos pacientes.  Outros recursos que automatizem processos internos também são benéficos.

Foi com isso em mente que a UTIL Healthcare desenvolveu o Core, plataforma digital com lançamento programado para o mês de outubro desse ano.  Através de um mecanismo de atendimentos em tempo real, o Core permitirá que o médico evolua seus pacientes em tempo real, durante a consulta, com poucos cliques.  Os dados inseridos serão automaticamente estruturados e organizados de forma que virem informação útil para a tomada de decisão do médico.  O objetivo é, e sempre será, aproximar o médico de seu paciente através da tecnologia; e não tê-la como barreira para essa aproximação.

Veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.


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Gamification na saúde: o que é isso?

O termo gamification em inglês se traduz livremente como ludificação – o exercício de incorporar conceitos originalmente restritos aos jogos eletrônicos a outros ramos tidos como mais “tradicionais”.  A grande maioria dos conceitos de gamification estão ligados ao conceito da recompensa – ao fazer x, você ganha y.  Mas como que isso pode ser aplicado de forma coerente na saúde?

Sempre Health é um excelente exemplo de como o uso de gamification na saúde pode transformar o mercado de uma forma fundamental.  A empresa parte do princípio que o approach massificado de precificação de planos de saúde (por exemplo), medicamentos em farmácias, etc. não faz sentido porque cada individuo é exatamente isso – um indivíduo – com diferentes hábitos de saúde, higiene, estilo de vida, etc.

O paralelo pode ser traçado no caso do desconto no seguro automóvel para bons motoristas: os cuidadosos merecem pagar menos no prêmio anual.  A Sempre Health usará dados de PHRs, entre outras fontes, para “medir” a saúde de indivíduos e recompensar os que têm bons hábitos nesse sentido; há mais detalhes da metodologia aplicada pela empresa no website da mesma.

Essencialmente, a Sempre Health começa a permitir que o indivíduo tenha um estímulo real para melhorar os hábitos relacionados a sua saúde para que consiga usufruir de forma direta em subsídios para seus gastos no setor.  Outras empresas do mercado americano também buscam meios de engajar o paciente através de sistemas de recompensa com origens em gamification.  Ambas GoodRx e Blink Health também têm iniciativas similares, mas não tão personalizadas e focadas.  A GoodRx oferece um serviço inteligente de comparação de preços de medicamentos em diversos pontos de vendas.  Já a Blink Health oferece comparativos de preços no e-commerce e a localização das farmácias mais próximas para a retirada do pedido ao usar geolocalização do dispositivo do usuário.

A gamification pode não só trazer um fator “divertido” ao setor da saúde, mas também benefícios palpáveis e diretamente mensuráveis, ex.: redução de custos através da personalização da experiência do usuário, bonificação por comportamentos desejados, entre muitas outras possibilidades.  Deve existir o cuidado de não exagerar na dose dos elementos de ludificação, mas certamente há valor na iniciativa se for implementada da forma correta e coerente para o usuário final.

Veja o post original (em inglês) aqui.


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Ainda aguardamos o tal engajamento do paciente

O envolvimento do paciente em seu cuidado médico é uma das principais metas do profissional de saúde porque há a crença de que isso leva a um melhor resultado no tratamento.  O chamado “empoderamento do paciente” é um termo usado com frequência no passado recente, mas pouco é dito sobre como podemos tentar empoderar o paciente de fato.

A NEJM Catalyst promoveu uma pesquisa envolvendo 340 hospitais, executivos da saúde, líderes de clínicas e médicos.  Nela, foi constatado que mesmo que 25% dos entrevistados tenham demonstrado estar altamente engajados nas decisões de cuidados, apenas 9% estavam no nível máximo de envolvimento no que diz respeito aos procedimentos adotados no cuidado clínico.

O estudo aponta para uma série de correlações entre as características de um paciente e o nível de engajamento do mesmo.  Uma das mais claras é a correlação entre os dois quando o fator de influência é a idade do paciente, conforme (gráfico em inglês):

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A internet já oferece algumas ferramentas que ajudam o tão almejado engajamento, ex.: portais de perguntas e respostas sobre a saúde, busca por profissionais e agendamento online de consultas, entre outros.  Porém, o setor é unânime quando diz que os prestadores podem trabalhar para oferecer uma comunicação bem mais ampla a partir desses recursos.

A maioria dos entrevistados acredita que a melhor solução para esse problema é ter médicos, enfermeiros ou outras partes do staff que possam passar mais tempo com os pacientes.  Outros mecanismos de comunicação como e-mails e sistemas de mensageria também podem contribuir para a melhoria na comunicação entre médicos e pacientes.

De uma forma geral, aínda há diversos desafios a serem vencidos para alcançarmos o almejado engajamento (gráfico em inglês):

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Fica claro que a tecnologia tem (e continuará a ter) um papel central na promoção de um envolvimento maior do paciente no seu cuidado, principalmente na tentativa de resolução de um enorme gargalo: a ausência de sistemas que incentivem o paciente a engajar.  A relação entre o setor, pacientes e desafios podem ser analisados em mais detalhe no estudo da NEJM nesse link.


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Estará a saúde móvel prestes a “explodir”?

O ramo da saúde móvel (“mHealth”) não é novidade, mas tampouco é uma área que já conseguiu ter um impacto real no cotidiano.  Por ora, apps médicos podem ser, de forma simplista, divididos em 2 principais grupos, determinados pelo foco das soluções apresentadas: os EHRs, ou Electronic Health Records (vulgo “prontuário eletrônico”, muitas vezes só acessado por médicos e profissionais de saúde); e os PHRs, ou Personal Health Records (apps e plataformas direciondas à saúde e bem-estar do indivíduo).

Também pode ser argumentado que uma divisão conforme a sugerida acima é demasiada simples, e há algum mérito na crítica.  Porém, o que se vê é uma relativa segmentação do mercado exatamente nessa direção.  São poucos os apps ou plataformas disponíveis no mercado que integram ambas as funcionalidades com maestria.

Mais recentemente, há corrente crescente com uma opinião em comum: independente do foco da plataforma em questão, haverá uma convergência de ambos os modelos de ataque da saúde móvel.  E, no final das contas, ambos médicos (e outros profissionais de saúde) e pacientes se beneficiarão dessa tendência.

O infográfico abaixo, em inglês, demonstra o cenário positivo que se desenrola nos EUA:

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Fonte: Float Mobile Learning

Fica claro que o interesse no desenvolvimento da mHealth agregará valor real a ambos médicos e pacientes.  No mais, a estrutura para a “explosão” da saúde móvel já está praticamente instalada – agora resta que as soluções de software desenvolvidas superem as expectativas dos envolvidos.

 

 


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O que podemos esperar da Saúde em 2016?

O opinião de especialistas é que 2016 será um ano promissor para o setor da saúde, mesmo com a crise macroeconômica que assola o país há meses.  O aumento gradual do consumismo, pressão pela redução de custos, impacto de novos participantes, inovação tecnológica e a sempre existente pressão pela redução de custos são todos fatores que terão uma contribuição real para as tendências que deverão ser observadas em 2016.

O PwC Health Research Institute (HRI), do final do ano passado, lista estas tendências, conforme abaixo.  O link da PwC contém alguns infográficos (em inglês) interessantes para o melhor entendimento na matéria.

As tendências:

1. Fusões e aquisições

Uma tendência global, e não só no setor da saúde.  Resta entender a força do papel de reguladores nesse processo para que o interesse do consumidor final seja a prioridade.

2. Redução nos preços

O grande aumento nos preços da maioria dos medicamentos em 2015 deve levar a indústria farmacêutica global a ter mais cuidado com suas estratégias de precificação em 2016.

3. Mobilidade

Seguindo as tendências de outros setores, podemos esperar um foco maior em soluções que ofereçam a mobilidade ao usuário – ou seja – soluções conectadas a smartphones e tablets, valorizando o tempo dos pacientes.

4. Segurança

Padrões globais de segurança devem ficar mais rígidos e comuns.  Assuntos como criptografia de dados sensíveis terão destaque.

5. Novos “donos” do cofre

O aumento das franquias nos processos de compra de serviços de saúde (ou de reembolso via uma operadora, por exemplo) farão que consumidores busquem alternativas criativas para gerenciar suas carteiras.

6. Importância da saúde comportamental

Redução de custos, aumento de produtividade e manutenção de uma boa saúde são os principais fatores que colocarão a saúde comportamental em foco em 2016.

7. Cuidado à comunidade

A tendência é que o consumidor seja mais atento ao valor real de seu cuidado médico, e não só ao preço em si.  Por isso, sistemas de saúde devem buscar métodos criativos para tentarem obter reduções de custo.

8. Novas bases de dados

A integração de bancos de dados e a facilidade de análise dos mesmos através da computação (incl. big data) sugere que insights cada vez melhores serão a norma.

9. Biossimilares

Considerados como substitutos de medicamentos biológicos de marca, biossimilares devem entrar em foco em 2016 também em função ao grande aumento nos preços dos medicamentos em 2015.  Porém, há muito o que dizer em relação a real eficácia de biossimilares, que têm uma proposta totalmente diferente em relação ao que genéricos visam oferecer (o mesmo princípio ativo do medicamento de marca).

10. Custo médico

A eficiência de processos será chave na tentativa de minimizar o custo médico ao paciente.

Que venha 2016!

Veja o post relacionado aqui.

 

 

 


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Como evoluir os PHRs – Personal Health Records

Existe uma clara demanda vinda de consumidores que buscam soluções para “melhor comunicar e monitorar sua saúde”, mas problemas na sofisticação dos aplicativos disponíveis no mercado, como também no entendimento dos problemas e necessidades dos clientes, limitam o crescimento do setor.

Um estudo recente publicado pelo Journal of Medical Internet Research revelou alguns fatores interessantes sobre a prespectiva do usuário final em relação ao uso de apps para a saúde.  Foram ouvidos aprox. 1.600 usuários de dispositivos móveis (celulares e tablets), ditando o foco na mobilidade do estudo:

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  • Mais da metade já possuem apps de saúde pessoal (PHRs – Personal Health Records) com o interesse de monitorar a saúde pessoal e alimentação;
  • Apesar de o uso do celular estar constantemente em tendência de alta, o uso efetivo dos apps em saúde não acompanha essa tendência.
  • Desenvolvedores dos apps precisam dar mais atenção ao ambiente regulatório e à segurança da informação / privacidade dos usuários;
  • 57% das respostas priorizaram a necessidade de haver um sistema quer possibilite uma melhor comunicação com os médicos;
  • 60% das respostas ressaltaram a importância dos apps permitirem acesso ao histórico médico do paciente de forma segura e interativa.

Fica patente que os pacientes, de uma forma ou outra, sentem falta de apps com uma boa experiência de uso, e que priorizem de uma forma integrada todas as necessidades apontadas acima.

É importante também ressaltar que diversos consumidores / pacientes levantaram dúvidas em relação à real eficácia de soluções que não têm, na sua concepção, o input de médicos.  Em outras palavras, o envolvimento direto de médicos no desenvolvimento de apps em mHealth não só passa credibilidade ao paciente, como também é visto como essencial na própria comunidade médica.  Apps desenvolvidos por tecnólogos puros não satisfazem as necessidades de médicos, e tampouco de pacientes (e esse apps respondem por quase 20% dos avaliados no mercado americano).

Também há de se mencionar outras conclusões do estudo:

  • Apps desenvolvidos / patrocinados por instituições de saúde já conhecidas facilitam o ritmo de adoção por parte dos pacientes;
  • Os próprios desenvolvedores precisam priorizar os ensaios clínicos como forma de testar a eficácia real da solução

No final das contas, a recomendação de uso de apps específicos (aos pacientes) por profissionais de saúde dará mais credibilidade à solução.  Da mesma forma, resultados positivos oriundos do uso desses apps em ensaios clínicos também é de suma importância.

Veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.


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Cleveland Clinic, uma referência global

Há muito tempo que o mundo da medicina conhece e respeita as opiniões da Cleveland Clinic (“CC”), instituição americana de renome que é referência na literatura e na prática médica.  A instituição tem priorizado investimentos em TI como forma de promover a melhoria no cuidado, e de liberar o profissional de saúde das tarefas repetitivas e burocráticas que o impossibilita de dedicar mais atenção ao paciente.

A clínica tem como objetivo não só aumentar a qualidade dos cuidados fornececidos, mas também fazê-lo de forma mais acessível  e econômica.  Muitas vezes esses objetivos são vistos de forma antagônica, mas o uso inteligente da tecnologia pode de fato ser um forte aliado nessa missão.  A análise de grandes quantidades de dados, bem como a melhoria na comunicação entre o corpo clínico e pacientes, são peças-chave desse mecanismo que busca promover a melhoria do cuidado.

Na segunda edição da HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society) Latin America (4-6 novembro), o diretor de informática na Cleveland Clinic (EUA), Martins Harris, pretende falar sobre duas grandes iniciativas da Cleveland Clinic no que diz respeito à investimento em TI:

  • Para provedores de saúde:  Harris acredita no monitoramente abrangente, através do poder computacional, para alertar médicos à necessidade de cuidados imediatos.  Isso diminuiria o tempo necessário para importantes intervenções médicas, aumentaria a probabilidade de uma rápida recuperação por parte do paciente, e promoveria o uso de terapias menos intensivas (e mais baratas) na recuperação.
  • Para os cuidadores da CC:  A criação de um aplicativo que permite o registro médico de qualquer local pelos médicos da Clínica sem a necessidade de conexão a um computador também foi priorizada..  Essa solução se parece bastante com outras já usadas no mercado (algo como um prontuário eletrônico online), porém, nesse caso é de uso exclusivo dos cuidadores da CC.

Veja o artigo relacionado aqui.


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Startups em saúde no Brasil: um panorama

O surgimento em larga escala de empresas embrionárias (“startups“) já não é surpresa no mercado americano, e a tendência começa a se firmar também no Brasil de 2 anos para cá.  Fatores como a crise econômica, seu reflexo no mercado de trabalho e a insatisfação com o modelo padrão de desenvolvimento profissional através de grandes corporações ajudam a consolidação da tendência.

O crescimento do ramo da saúde digital não é somente um reflexo dessa mudança; o ramo é um dos líderes tanto no crescimento em número de startups como também em investimentos feitos nas mesmas.  Ainda há um alto índice de mortalidade das startups, mas isso nem sempre significa a liquidação da empresa.  Cada vez mais, há empresas que “ressuscitam” com novos produtos e novas ofertas de valor.

Alguns fatos que ditam as tendências do mercado têm impacto direto na direção do crescimento dessas startups em mHealth, conforme:

  1. O fator não-cíclico: a saúde raramente é afetada diretamente pelos ciclos econômicos que, por sua vez, têm forte impacto em outros setores como a indústria, por exemplo.  Essa característica sustenta o investimento continuado;
  2. 67% dos gastos em saúde estão nos hospitais (fonte: Banco Mundial).  Ou seja, há uma tendência para que as startups do ramo ofereçam, de forma direta ou indireta, algum tipo de serviço ao setor hospitalar (nem que seja somente através dos médicos que atendem em hospitais, e não aos hospitais de forma direta);
  3. O aumento constante e certo dos custos na saúde (16,2% só esse ano; fonte: Valor Economico);
  4. A importância do papel do empregador na saúde (63% do mercado é composto por planos de saúde corporativos).

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A pressão por reduzir custos nas operadoras de saúde também precisa ser discutida.  Quando os custos em clínicas e hospitais aumentam (e a longo prazo isso sempre acontece, como já falamos aqui no Blog), o lucro das operadoras é achatado (ceteris paribus).  Por sua vez, isso é normalmente repassado para o cliente.  Para evitar o prolongamento desse ciclo, novas tecnologias normalmente são a solução para aliviar essa pressão sobre custos.

Abaixo nós vemos algumas características das startups em saúde no Brasil (Fonte: Ignite Healthcare / Berrini Ventures):

EQUIPES

Até 3 pessoas – 38% das equipes são formadas por até 3 pessoas;
Grandes equipes – 4% das equipes são formadas por mais de 15 fundadores;
Área da saúde – 55% apresentam no mínimo 1 profissional da área de saúde;
Médico empreendedor – Apenas 4  empresas formadas por médicos ou profissionais da saúde.

DESAFIOS

Capital – 27% das startups buscam capitalizar sua empresa;
Medicine Mindset – 27% das startups buscam compreender melhor a área da saúde;
Comercial – 16% dizem que a tração comercial é seu maior desafio;
Burocracia – 5% listam a burocracia brasileira como maior desafio.

FATURAMENTO

Faturamento 0  – 30% das startups não faturam;
Até 100 mil – 25% das empresas estão abaixo da barreira dos 100 mil;
Acima de 1 milhão – apenas 6% das startups apresentam um faturamento acima de 1 milhão.

O mercado está aquecido, e há muitas necessidades não-atendidas que precisam de atenção.  Uma startup consegue, naturalmente, reagir com mais rapidez a essas necessidades; e mesmo que o faça sem a mesma força e presença de uma multinacional, a tendência de crescimento da importância das startups é inegável.

Veja o artigo relacionado aqui.