A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


Deixe um comentário

O manual do Core está no ar: conheça as nossas FAQs.

O Core é uma plataforma com profundidade e bastante rica em inteligência médica – há bastante valor a ser descoberto no nosso prontuário eletrônico.  Visando ajudar aos nossos usuários conseguirem extrair o potencial máximo do Core, preparamos uma página de FAQs – Frequently Asked Questions.

A página serve como um manual de uso e e tem instruções passo-a-passo para as principais funcionalidades da plataforma.

Confira já, a página está no ar aqui.

E, como sempre, a equipe da UTIL está disponível através dos nossos diversos canais de atendimento, seja nas nossas páginas nas principais redes sociais, ou através da seção “Contato”, na nossa homepage.

Estamos à disposição!

 

 


Deixe um comentário

Saúde, tecnologia e auto-cuidado

A cada dia, mais e mais pessoas atentam para sua saúde, seja por meio de busca de informação, mudanças de estilo de vida ou, quando doentes, organizando seus exames. Assessorar o paciente no gerenciamento de seu próprio cuidado é, portanto, tema de grande relevância. Evidentemente, o assunto já está no radar de modernas tecnologias digitais como apps, smartwatches, wearables, bem como dos chamados “portais do paciente”. Conectados a registros eletrônicos em saúde ou a prontuários eletrônicos, estes portais nada mais são do que sites para acesso do paciente a suas informações de saúde e a funcionalidades de auto-cuidado, comunicação e gestão. Evidências apontam para maior satisfação do paciente e ganhos de eficiência no cuidado com o uso dos portais.

Contudo, envolver o paciente ativamente neste processo, além de complexo, carrega um enorme desafio. Recente publicação em revista especializada*, fundamentada em achados de 109 estudos sobre o assunto (90% deles norte-americanos e europeus), enumera os principais problemas relacionados aos atuais portais do paciente:

  • Engajamento do paciente.  Dúvidas sobre a confidencialidade das informações, o desconhecimento sobre a utilidade de um portal e a experiência de uso negativa são alguns dos motivos para o baixo interesse pelos portais. O grupo de maior engajamento são mulheres jovens, ativas e portadoras de doenças crônicas;
  • Engajamento dos profissionais de saúde.  Indagações sobre segurança, responsabilidade pelo conteúdo da informação (sobretudo em situações de comportamento perigoso do paciente) e até receio de aumento na carga de trabalho afastam os profissionais de saúde dos portais;
  • Interoperabilidade e segurança.  Infraestrutura estável e segura representa um grande desafio. Além disso, poucos portais são interoperáveis, ou seja, possibilitam o compartilhamento de dados com outros sistemas eletrônicos, o que dificulta o bom andamento do cuidado continuado. Por outro lado, compartilhar dados pode colocar em risco a segurança da informação, o que exige grandes investimentos em segurança;
  • Governança de dados. Os portais do paciente carecem de legislação específica e padronização.  Ainda não está claro quais dados são essenciais, quais podem e devem ser visualizados pelo paciente e, sobretudo, quem tem acesso à informação além do paciente: profissionais de saúde, cuidadores, operadoras de saúde, sistema público de saúde, agências de pesquisa;
  • Modelo de negócios.  Pouco se sabe sobre as vantagens econômicas dos portais e sobre os caminhos de financiamento e alcance de mercado.

O estudo também aponta propostas para os problemas levantados:

  • Engajamento do paciente.  Três ações podem aumentar a adoção dos portais pelo paciente e sua aderência: (i) sistemas centrados no paciente desde sua concepção, com interface mais intuitiva; (ii) treinamento; (iii) estímulo vindo dos profissionais de saúde para uso do portal pelo paciente;
  • Engajamento dos profissionais de saúde.  Treinamento incorporado no fluxo de trabalho e envolvimento dos profissionais na criação dos sistemas podem aumentar o uso por profissionais de saúde;
  • Interoperabilidade e segurança.  Melhores técnicas de chaves de criptografia, firewall e auditorias, além de mais engajamento da sociedades reguladoras em criar, manter e melhorar padrões como HL7 e ISO podem trazer interoperabilidade e segurança aos portais;
  • Governança de dados.  A governança melhora quando sociedade e órgãos públicos (governamentais ou não) unem esforços para criar políticas e normatizações, em especial sobre a apresentação e o compartilhamento dos dados;
  • Modelo de negóciso.  Mais estudos são necessários para definir melhores práticas de mercado e modelos de negócio atraentes para investimento.

Em resumo, é preciso:

  • Entender as necessidades do paciente;
  • Treinar os profissionais de saúde;
  • Aproximar pacientes e profissionais;
  • Zelar pela segurança;
  • Envolver autoridades;
  • Criar regulamentações;
  • Promover estudos de custo-efetividade.

blog pic29

Quem sabe, no curto/médio prazo, o Brasil, que já dá os primeiros passos em direção a este importante tema (acesse aqui), consiga produzir, por meio da tecnologia, um portal colaborativo, intuitivo e seguro para que todos os envolvidos (inclusive o paciente), possam, juntos, resgatar parte da Saúde do país.

* Otte-Trojel T, et al. J Am Med Inform Assoc 2015;0:1– doi:10.1093/jamia/ocv114, Reviews


Deixe um comentário

Como que apps podem promover a interação entre médicos e pacientes?

A disseminação da tecnologia na saúde está, aos poucos, a possibilitar a inclusão do próprio paciente como peça-chave no centro do cuidado continuado.  No passado, a responsabilidade pela provisão da saúde era dos médicos, e aos poucos as próprias operadoras começaram a ter um papel central nesse quesito.  É nesse assunto que foca o white paper produzido pelo IMS Institute for Health Informatics.

A opinião do blog é que não basta ofertar uma solução que seja aceite pelo paciente; essa solução precisa agradar a todos os envolvidos no processo de cuidado continuado, tendo os próprios médicos e outros profissionais de saúde como peça importante nesse quebra-cabeças.  Um sistema agradável a somente um dos agentes envolvidos no ecossistema do cuidado continuado nunca será o ideal.

O estudo da IMS divide os apps desenvolvidos em 6 principais grupos, conforme o gráfico abaixo:

blog pic27.2

Vemos que, na sua maioria, os apps são meramente informativos – ou seja – se limitam a fornecer informações em diferentes formatos ao usuário.  A procupação com esse limitante modelo é excerbada quando olhamos para como que o papel da multi-funcionalidade entra na equação, ex.: menos da metade dos apps considerados informativos também têm o papel de instruir.  A consequência disso é que o usuário raramente terá a percepção de algum tipo de valor agregado na solução.  Consequente e provavelmente, ela cairá na vala das dezenas de soluções de prontuário eletrônico que pouco fazem pela inovação do cuidado continuado.

Nesse mercado, normalmente “mais é mais”.  Apps e plataformas desenvolvidas rapidamente unicamente com o intuíto de cativarem algum market-share, e sem o insight íntimo das reais necessidades dos agentes envolvidos, são as mesmas que tornam-se irrelevantes rapidamente.  Os players de importância oferecem a mais variada gama de soluções, mas todas têm um elemento em comum: entendem bem pelo menos um participantes no ecossistema do cuidado continuado, e atendem a esse segmento de forma eficaz.

Fica claro que a convergência entre as soluções anteriormente segmentadas por tipo de agente desse mesmo ecossistema, se oferecidas em uma única plataforma relevante para todos os envolvidos, pode ser a solução ideal a ser oferecida.

Veja o post relacionado aqui.


Deixe um comentário

Outros setores investem em startups de saúde digital

Há tempos que a saúde é considerada um nicho atraente para o investidor buscar retorno sobre o capital disposto. Serviços médicos, ou de bem-estar, têm fortalecido a relação B2C (Business to Consumer) do mercado a ponto de grandes players como a Apple, Nike e Google criarem produtos específicos para o setor.

Existirá uma tendência onde empresas fora do setor investirão em saúde? Qual o know-how que empresas de mercados e backgrounds diferentes podem trazer para o avanço do mercado?

Independente das respostas às perguntas acima, é justo afirmar que o sucesso de uma empreitada destas é diretamente proporcional ao valor agregado percebido pelo cliente. Mas afinal: quem é o cliente? O médico (ou profissional de saúde) ou o paciente? Cada caso tem a sua resposta, e o mais importante é que a empresa saiba responder essa pergunta com exatidão.

Boas soluções agradarão aos médicos. Soluções inovadoras e que farão a diferença agradarão a ambos médicos E pacientes.

Veja o artigo original aqui.