A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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O Core está no ar!

 

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É com muito orgulho que a UTIL apresenta a evolução do prontuário eletrônico

Conheça o Core:

  • Acrônimo de Communication and Records Management, é uma plataforma digital inédita para registro, compartilhamento e análise de informação;
  • Concebido por profissionais de saúde para profissionais de saúde;
  • Experiência de uso inovadora e intuitiva que padroniza e personaliza consultas médicas e estrutura dados clínicos;
  • Oferece suporte à decisão clínica.

O Core já está disponível para uso por médicos e outros profissionais de saúde.

E tudo isso de forma gratuita!

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Voltaremos com novidades em breve!


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Me dê um app que eu te darei o meu prontuário

Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare

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Todos os anos, milhões de brasileiros fazem suas declarações de imposto de renda na internet através do serviço provido pela Receita Federal.  Encaminhamos informações sensíveis pela internet porque confiamos na tecnologia adotada.  Outro exemplo que demonstra a capacidade da internet de ser um ambiente seguro para a troca de informações sensíveis é o uso massivo de serviços bancários (“online banking”).

Agora imagine que você, paciente, necessite encaminhar o seu histórico de saúde para um médico que não seja o seu atual (por escolha própria ou por indicação do seu médico, por exemplo); ou, para uma clínica ou hospital.  Você provavelmente precisará preencher formulários, ou no mínimo encaminhar informações sensíveis via correio, fax, ou até mesmo gastar com entrega via motoqueiro (isso se o seu destinatário estiver na mesma cidade, é claro).  Alguns dias ou semanas depois, quem sabe, o seu prontuário estará acessível.  E os exames de imagens, o que fazer com eles?  Você se lembra da sua senha de login do portal do laboratório?  Qual laboratório mesmo?

Na primeira visita ao novo médico, com sorte os seus dados já terão sido inseridos em um prontuário eletrônico, mas com enormes chances dele não “conversar” com o prontuário eletrônico do seu médico original.  Com mais sorte ainda, todos seus dados estarão corretos (mas estou disposto a apostar que haverá erros).

Quais as razões por trás dessa discrepância de uso da tecnologia se a mesma já está disponível?  Porque conseguimos efetuar transações bancárias complexas através de um celular, mas não conseguimos compartilhar, com facilidade, nosso prontuário eletrônico através de uma plataforma uniforme que faça sentido para ambos médicos e pacientes?

Muito já foi dito sobre a incapacidade técnica (ou, em alguns casos, mera falta de vontade) de hospitais e médicos em compartilhar a informação eletrônica do prontuário do paciente.  As razões alegadas já são conhecidas: ausência de interoperabilidade entre sistemas existentes, fraca regulamentação da comunicação de dados no setor, segurança, privacidade, confidencialidade, entre outras.

Feliz, porém lentamente, há uma evolução perceptível.  Com o envolvimento direto do paciente, o compartilhamento fácil e seguro torna-se uma realidade.  Além de realidade, é uma necessidade: para que haja cumprimento à legislação vigente da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), o paciente precisa autorizar o compartilhamento de seus dados clínicos a terceiros.  A vantagem: o paciente é quem controla seu prontuário, e autoriza o acesso a ele a quem quiser de forma pontual.  Porém, há também uma desvantagem: ter que liberar o acesso a cada vez que ele é requisitado, seja pelo seu médico principal, um especialista, ou até mesmo um hospital.  No final das contas, queremos sossego e esperamos que a tecnologia simplifique o nosso cotidiano, e não que o faça mais complexo.  Fica claro que o sistema de sucesso será aquele que simultaneamente cumprirá os requisitos da lei, dará autonomia ao paciente, e nutrirá o médico com informações relevantes para a sua prática.

A importância das APIs (Application Programming Interface) vêm à tona então.  As APIs permitem que dados sejam compartilhados para propósitos específicos, e não necessitam que sistemas “falem” a mesma língua de forma nativa.  Já existem soluções no mercado que permitem o armazenamento e acesso seguro do prontuário eletrônico do paciente, porém, nenhuma é adotada de forma massificada e convincente.  Mais importante é o fato de que não há nenhuma solução no mercado brasileiro que permita esse compartilhamento fácil e desburocratizado.  Há uma lacuna a ser preenchida.

Veja o post original no LinkedIn aqui.

E veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.


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A teoria econômica, a tecnologia, e o prontuário eletrônico

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Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare


A teoria econômica sugere que o uso da tecnologia em qualquer processo, seja esse de uma indústria de manufatura ou de provisão de serviços, é a única forma de aumentar a produtividade real do mesmo a longo prazo.  O uso incremental de outros recursos pode trazer benefícios a curto prazo, mas essa estratégia (normalmente) tem ganhos sucessivamente menores (Lei dos Rendimentos Decrescentes).

O curva da PPF (Production Possibility Frontier) acima é relevante nesse contexto.  Se presumirmos o pleno e eficiente uso dos recursos disponíveis, as combinações de produção e/ou provisão são ilustradas no gráfico ao longo da curva na cor laranja (na forma dos pontos A, B ou C).  Porém, se quisermos atingir um novo patamar (ex.: ponto Y), forçosamente precisamos de maior produtividade, e é exatamente aqui que o uso inteligente da tecnologia é importante.

O setor da saúde é um exemplo prático para exemplificar as teorias propostas. Um gestor de uma unidade pode, a curto prazo, se beneficiar por contratar mais enfermeiros, por exemplo.  Porém, a longo prazo, seu benefício marginal certamente cairá se a produtividade (simplesmente definido como resultado por pessoa por unidade tempo) não for priorizada.  Fica claro aqui o importante papel do uso do prontuário eletrônico e seus desdobramentos para propiciar exatamente esse aumento de produtividade.

Do estudo referente ao uso da tecnologia de prontuários eletrônicos que contemplou aproximadamente 2.000 estabelecimentos no ramo (TIC Saúde 2014), algumas conclusões podem ser traçadas.  O estudo coletou informações de aprox. 2.000 estabelecimentos de saúde que declararam ter utilizado a internet nos últimos 12 meses em relação ao momento da entrevista.

O estudo revelou, entre outros, que:

  • 25% do setor privado usa soluções unicamente em papel, versus 69% no setor público;
  • Aproximadamente um terço (~35%) do setor privado alega usar somente o modelo eletrônico de prontuário do paciente;
  • 75% do setor privado usa algum tipo de prontuário eletrônico.

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Apesar das estatísticas acima apontarem para uma saudável penetração de uso de algum tipo de sistema eletrônico para a gerência das informações dos pacientes, temos que ter cautela para não as considerarmos como verdades absolutas.

Basta falar com alguns médicos e profissionais do ramo para constatar a predominância da insatisfação com sistemas que não atendem às necessidades reais; e ausência de algo que realmente se insira na rotina desses profissionais.

Se olharmos um pouco mais o detalhe da pesquisa, concluímos que aínda existe muito a fazer na implementação digital do prontuário eletrônico.  Vejamos dois exemplos:

  • Apesar de 73% dados cadastrais estaram disponíveis eletronicamente, esse tipo de informação por si só agrega pouco valor ao médico (e até mesmo ao paciente);
  • Informações muito mais relevantes como alergias (31%), anotações da enfermagem (27%) e sinais vitais (25%) têm níveis de disponibilidade eletrônica bem mais baixos.

A conclusão é que aínda temos um longo caminho a trilhar antes de considerarmos que o nosso mercado está “digitalizado” na questão do prontuário eletrônico.  As estatísticas da referida pesquisa são somente isso – estatísticas – e o fato é que elas são interpretativas e não revelam a realidade do cotidiano da saúde no país.  Existe uma lacuna fundamental aínda a ser preenchida: a de agregar valor à rotina do médico de forma inteligente e concisa através da interpretação da multiplicidade dos dados coletados.  O modelo atual do prontuário eletrônico no Brasil simplesmente não faz isso.

Veja o post original (no LinkedIn) aqui.

E veja o post relacionado (e o infográfico original na sua totalidade) aqui.


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Qual é o papel do WhatsApp na comunicação no ramo da saúde?

Quando os dois ticks mudam de cor para o azul, obtem-se a confirmação de que a mensagem foi lida.  A natureza humana nos leva a acreditar que a maioria dos usuários espera uma resposta a curtíssimo prazo; qualquer demora pode levar à frustração e a outros sentimentos de dúvida.

Para qualquer usuário do WhatsApp, o sistema de mensageria mais popular do mundo, a identificação com a passagem acima é imediata.  Mas como que devemos lidar com o uso do WhatsApp no âmbito profissional da saúde?  Não haverá outro método menos invasivo (porém tão eficaz quanto) a ser considerado?

Doctor with smartphone

Do ponto de vista de agilidade de comunicação, o sistema de mensageria atende à necessidade com maestria.  Porém, se pensarmos na segurança da informação, o WhatsApp está longe de ser uma solução aceitável: não sabemos a robustez do “caminho” pelo qual a informação é transmitida.  Esse ponto levanta questões de segurança tanto em casos de comunicação inter-médicos, como entre médicos e pacientes.

A informalidade sob a qual essa comunicação ocorre não está sujeita a nenhum padrão nacional (ou internacional) de regulamentação de segurança da informação na saúde.  E se tivermos uma situação onde uma imagem de um exame de natureza sensível é exposta a recipientes mal-intencionados?  Como responsabilizar o WhatsApp?  Como saber qual é a exposição efetiva?  São perguntas sem respostas.  E aínda temos o fator erro-humano: quem nunca enviou uma mensagem para alguém na vasta lista de contatos por engano?  Se o conteúdo em questão for uma mera mensagem informal, em tese não haverá problema; mas, e se o conteúdo for, por exemplo, o resultado de um exame laboratorial de um paciente?  De novo, a exposição pode ser alarmante.

O armazenamento e compartilhamento de prontuários online de pacientes são sujeitos às regras da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática na Saúde) no país.  O Core, a plataforma da UTIL Healthcare atualmente em fase avançada de desenvolvimento, conta com uma estrutura formal de comunicação e mensageria, e atende aos requisitos NGS1 (Nível Geral de Segurança) da SBIS.  A confidencialidade e segurança são levados muito a sério pelos desenvolvedores da solução.

Clique aqui para se beneficiar de um desconto especial na contratação do Core, que será lançada em breve.

E veja o post relacionado aqui.


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Google Alphabet prioriza a saúde, e isso empolga

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Quando uma das empresas mais inovadoras do mundo comunica a maior reestruturação desde sua fundação, o mercado presta atenção.  Na segunda-feira (9), a Google anunciou a criação da Alphabet, uma nova empresa organizada de tal forma que será uma espécie de matriz (parent company) que gerenciará a própria Google e outras empresas do grupo.  Larry Page e Serger Brin, sócios-fundadores da Google, serão CEO e Presidente da Alphabet, respectivamente.

O pivô dessa transformação é a necessidade da empresa de organizar diversas atividades díspares sob uma única estrutura coesa e que faça sentido para os acionistas.  No olho do furação está a saúde, e a notícia é bastante empolgante.  Projetos de life-sciences serão priorizados pela empresa: exemplos como lentes de contato que monitoram o nível de glucose e a Calico, empresa do grupo que “foca a resolução de doenças” (conforme Page), farão parte da Alphabet.

Outra empresa da Alphabet é a Google X, o braço empreendedor do gigante de tecnologia.  Foi na Google X que nasceu o Google Glass, entre outros projetos revolucionários; e é sob a Google X que a empresa investe em um estudo para entender melhor o corpo e genomas humano.  Da mesma forma, a Google Ventures, o braço investidor (e que também fará parte da Alphabet) da empresa, gastou um terço de seu orçamento total de investimento em iniciativas ligadas à saúde.  A priorização da saúde é clara!

O mercado da saúde torna-se cada vez mais atraente para o investimento, que muitas vezes é proveniente de outros setores sem ligação direta à saúde.  Com o aumento de complexidade e custos ao longo do tempo, e a difícil missão de reverter esse quadro, a promoção de melhorias através da tecnologia torna-se imprescindível.  As possibilidades são diversas e empolgantes quando pensamos na integração de serviços já existentes (e futuros a serem lançados) da Google com os macanismos já existentes nas rotinas dos profissionais de saúde.  Toda iniciativa que visa melhorar processos e simplificar rotinas terá um impacto real e importante na indústria da saúde, desde médicos independentes até a gestão de ambientes complexos como hospitais.

Veja o post original aqui.


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O que podemos aprender com o comportamento dos médicos nas redes sociais?

O uso de redes sociais é uma realidade para a maioria da população online de hoje.  Só o Facebook, líder no quesito, tem 1,4 bilhões de usuários ativos no mundo.  Os médicos (e outros profissionais de saúde) não são exceção à essa tendência de uso de ferramentas sociais na internet, mas a natureza de suas profissões traz à tona algumas questões mais delicadas que precisam ser consideradas.

Culturalmente, o brasileiro tem uma imensa dificuldade em separar a sua vida profissional da pessoal, e isso inevitavelmente acaba tendo um reflexo direto no comportamento online das pessoas.  Os médicos brasileiros não são exceção à regra, mas devido à natureza da profissão e das questões que envolvem a ética de trabalho e confidencialidade dos pacientes, esse uso indiscriminado pode trazer sérias consequências.

Como no Brasil as redes exclusivas para médicos ainda não têm uma massa crítica de usuários, os profissionais acabam utilizando as redes sociais comuns para fins profissionais.  Quando se adicionam os fatores da necessidade de privacidade e da delicada interação com os pacientes via a rede social (seja essa interação pública ou particular), existe o potencial para a criação de um case jurídico para delinear direitos e deveres de cada um envolvido.  Para esse efeito, existe até um guia criado por uma rede social de médicos em conjunto com assessoria jurídica, que pode ser visto aqui.  Porém, os paralelos que podem ser traçados com o uso de um prontuário eletrônico são de maior interesse para essa discussão.

A necessidade de privacidade no uso de um prontuário eletrônico é patente.  Conforme a lei brasileira, o histórico médico de um paciente (prontuário) é de sua propriedade, e só pode ser compartilhado com sua expressa autorização (salvo casos onde exista uma ordem judicial para tal).  Sendo assim, como que os médicos podem achar o ponto de equilíbrio entre o estrito cumprimento da lei, e a necessidade de compartilhar o histórico médico de um paciente com outros especialistas (como, por exemplo, no caso de uma interconsulta) visando a resolução do aparente mal reportado?  Não há resposta fácil.

Você tem alguma experiência com isso?  Se sim, comente!

E veja o artigo original aqui.


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Hoje, iniciamos a produção de conteúdo original entitulada “Opinião UTIL”. Nosso primeiro artigo é de autoria do Dr. André Hovnanian, sócio-fundador da UTIL Healthcare.

Dois mil e quinze é o ano em que a teoria da relatividade geral de Albert Einstein completa 100 anos. Simplificadamente, a teoria posiciona o espaço-tempo como uma entidade dinâmica, moldada geometricamente pela matéria por ação da gravidade. Tal interação é que determina a existência dos tão divulgados buracos negros, cuja gigantesca massa não permite nem mesmo que a luz passe incólume.

Cem anos depois, num mundo em acelerada transformação, a humanidade vem tentando contornar um implacável fenômeno distorcivo causado pelo excesso de dados sobre outra espécie de geometria: a do “homem-tempo”, na qual indivíduos mutuamente desvinculados enfrentam um impiedoso efeito de compressão do tempo.

Dados escondem fenômenos naturais, humanos e sociais. Só existem porque possuímos a peculiar capacidade de observar e questionar. É o que nos leva a quantificar os fenômenos de forma ininterrupta. Ocorre que a massa de dados tornou-se tão complexa, variada e volumosa que sofremos um profundo desvio. E perdemos o controle: isolados e sem tempo, não estamos conseguindo transformar grande parte dos dados em conhecimento. O homem torna-se vítima de sua própria natureza.

Contudo, uma grande força, impressa no nosso DNA, pode ser a chave: ancestral à nossa própria espécie, a tecnologia cristaliza nossa capacidade de intervenção sobre o meio, de modo a afetar nossa própria existência. Ela é quem pode nos conduzir para fora desse imenso buraco negro. E, quem sabe, moldar uma nova geometria.

(Este é o primeiro de um conjunto de textos sobre tecnologia e suas interfaces. Espero por vocês nos próximos. Obrigado!)

Veja o post original no LinkedIn aqui.