A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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Como que apps podem promover a interação entre médicos e pacientes?

A disseminação da tecnologia na saúde está, aos poucos, a possibilitar a inclusão do próprio paciente como peça-chave no centro do cuidado continuado.  No passado, a responsabilidade pela provisão da saúde era dos médicos, e aos poucos as próprias operadoras começaram a ter um papel central nesse quesito.  É nesse assunto que foca o white paper produzido pelo IMS Institute for Health Informatics.

A opinião do blog é que não basta ofertar uma solução que seja aceite pelo paciente; essa solução precisa agradar a todos os envolvidos no processo de cuidado continuado, tendo os próprios médicos e outros profissionais de saúde como peça importante nesse quebra-cabeças.  Um sistema agradável a somente um dos agentes envolvidos no ecossistema do cuidado continuado nunca será o ideal.

O estudo da IMS divide os apps desenvolvidos em 6 principais grupos, conforme o gráfico abaixo:

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Vemos que, na sua maioria, os apps são meramente informativos – ou seja – se limitam a fornecer informações em diferentes formatos ao usuário.  A procupação com esse limitante modelo é excerbada quando olhamos para como que o papel da multi-funcionalidade entra na equação, ex.: menos da metade dos apps considerados informativos também têm o papel de instruir.  A consequência disso é que o usuário raramente terá a percepção de algum tipo de valor agregado na solução.  Consequente e provavelmente, ela cairá na vala das dezenas de soluções de prontuário eletrônico que pouco fazem pela inovação do cuidado continuado.

Nesse mercado, normalmente “mais é mais”.  Apps e plataformas desenvolvidas rapidamente unicamente com o intuíto de cativarem algum market-share, e sem o insight íntimo das reais necessidades dos agentes envolvidos, são as mesmas que tornam-se irrelevantes rapidamente.  Os players de importância oferecem a mais variada gama de soluções, mas todas têm um elemento em comum: entendem bem pelo menos um participantes no ecossistema do cuidado continuado, e atendem a esse segmento de forma eficaz.

Fica claro que a convergência entre as soluções anteriormente segmentadas por tipo de agente desse mesmo ecossistema, se oferecidas em uma única plataforma relevante para todos os envolvidos, pode ser a solução ideal a ser oferecida.

Veja o post relacionado aqui.


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São Paulo é o maior polo de start-ups da América Latina

O Global Ecosystem Ranking de 2015 coloca São Paulo em 12° lugar em um ranking de cidades que favorecem o desenvolvimento de companhias start-ups de tecnologia, melhor (e única) posição na América Latina.  O ranking é compilado pela Compass, um desenvolvedor de software.

Quesitos como performance, alcance de mercado, disponibilidade de capital, talento e capacidade de exportação de startups internacionalmente nortearam a análise dos diferentes ecossistemas.  SP, especificamente, pontuou alto na disponibilidade de capital, performance e alcance.  Veja o ranking:

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O ranking apresenta outras conclusões interessantes:

  • A fator globalização é chave, uma vez que 37% dos investimentos às start-ups (nos 20 ecossistemas monitorados) foram feitos por empresas/fundos localizados em outros países;
  • Entre 2012-4:
    • Nova York, Austin, Bangalore e Cingapura apresentaram as maiores melhorias nas condições para promoção do empreendedorismo;
    • Toronto, SIdney, Vancouver e Seattle apresentaram as maiores quedas no ranking;
  • A taxa de sucesso dos investidores está em alta: houve um crescimento de 78% a.a. (entre 2012-4) no número de saída bem sucedidas de uma empresa; isso indica que investidores estão, em grande parte, conseguindo lucrar em cima de suas participações.  Nesse quesito, porém, São Paulo não tem destaque.

Também é importante ressaltar que a disponibilidade de capital em si é alta: somente entre 2013-4, aportes privados cresceram em ~95%, com destaque específico para a Berlim (com um crescimento de 12x no período).

A grande verdade é que o empreendedor paulistano faz milagres para conseguir que a cidade figure em listas como essa.  Com uma estrutura administrativa-financeira além de burocrática imposta pelo governo, o empreendedor brasileiro precisa “fazer acontecer” de uma forma ou outra; aínda mais quando trata-se de uma start-up, frequentemente caracterizada pela baixa liquidez e disposição para grandes investimentos auto-financiados.  Sendo assim, as tendências descritas no artigo são de grande importância.

Veja o artigo original aqui.


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Incubadoras e aceleradoras focam em e-Health

As empresas start-ups no ramo da saúde estão em alta: somente no primeiro trimestre de 2015, levantaram o montante recorde de US$3.9 bilhões para financiar as suas operações.  A contribuição do fator mobilidade também é bastante relevante: US$4.6 bilhões de acréscimo estimado ao PIB americano até 2017, conforme a PwC.

Fatores como a baixa qualidade dos serviços de tecnologia hoje oferecidos e o atraso na adoção da tecnologia no cotidiano médico contribuem para essa boa expectativa de demanda no ramo à curto e médio prazo.

No último post desse Blog, falamos sobre as diferenças entre empreender e inovar.  Justamente um dos pontos que atrasa a adoção da tecnologia na saúde é ao receio dos profissionais do ramo de empreender.  Há uma noção que o médico empreendedor pode não estar dedicando a maioria do seu tempo para a sua principal função, que (em tese) deveria ser o foco.  Consequentemente, diversos profissionais são tomados por esse receio de serem julgados de forma negativa, e optam por não fazê-lo (explicitamente, pelo menos).  Outros fatores como a mera falta de tempo e a ausência de um mecanismo de suporte especificamente para médicos empreendedores (ex.: uma aceleradora focada em saúde) também contribuem para esse cenário.

O ramo de e-Health / m-Health aínda tem muito para crescer no Brasil.  Além de estarmos (como economia) muito atrás dos EUA, a falta de dinamismo dos órgãos que deveriam nortear os médicos nesse sentido prejudicam o desenvolvimento do mercado.  Cabe, cada vez mais, aos empreendedores em si investirem em soluções inovadoras com o intuíto de virar esse jogo.

Veja o post relacionado aqui.


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Empreender não significa, necessariamente, inovar.

O empreendedorismo está em alta no Brasil.  Uma recente pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (em parceria com a Sebrae e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Brasil) conclui que nada menos de 34,5% dos brasileiros ativos no mercado de trabalho têm o seu próprio negócio.  O número é significativo e apresenta um aumento quando comparado com a taxa de 23% reportada em 2004.  A taxa é alta, mesmo quando comparada com o índice em outros países como a China e os EUA (~16,5 e 19,5%, respectivamente).

Porém, empreender não significa, necessariamente, inovar.  Uma grande parcela dos empreendimentos no país não traz nada de novo ou inovador, e se resume a modelos de negócios já conhecidos e estabelecidos no contexto da economia.  Há alguns fatores que contribuem para essa falta de inovação, entre eles: a falta de preparo do empreendedor, o medo de assumir risco, o despreparo total do governo em promover a inovação, etc.  A ausência de recursos públicos para a promoção de inovação também traz prejuízo na forma da consequência mais preocupante: nem mesmo as grandes empresas multinacionais (e já estabelecidas no país há muito tempo) investem a proporção ideal de seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento.

Eis o panorama atual de P&D entre grandes empresas no Brasil:

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A Harvard Business Review elenca 3 fatores que são determinantes para explicar o baixo investimento em P&D no país:

  • gestão com base no curto prazo;
  • falta de mão de obra qualificada;
  • falta de incentivos para aumentar as pesquisas em quantidade e em qualidade.

O brasileiro empreendedor, por si só, já deve ser considerado um herói.  No Brasil, pouco se faz para promover o sucesso do empreendedorismo; na verdade, muito se faz (e se cobra) para garantir exatamente o oposto: a dificuldade de montar e gerenciar o próprio negócio.  Aínda temos um longo caminho a percorrer nesse sentido

Por outro lado, os que resistirem à burocracia e aos desafios inerentes ao empreendedorismo no Brasil conseguirão se posicionar de forma diferenciada no mercado e assim oferecer um maior valor agregado ao consumidor final.  Isso torna-se muito importante em setores onde o impacto da inovação pode ser disruptivo a ponto de trazer uma nova forma de trabalhar, se comunicar, entre outros.

O mercado de software para a saúde certamente é um destes setores.  Apesar de existirem inúmeros programas que (supostamente) atendem às necessidades de médicos e de outros profissionais, poucos se destacam pela inovação, e o que se vê na maioria dos casos é “mais do mesmo”.  Aínda há bastante espaço para a inovação no setor visando melhorar a comunicação e a produtividade, tendo como o objetivo final a melhoria da qualidade do cuidado ao paciente.

Veja o artigo original aqui.


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O poder da palavra

Uma das principais barreiras de adoção de uma solução de prontuário eletrônico é a incapacidade da solução adaptar-se à rotina diária do profissional de saúde.  E isso de fato precisa acontecer, porque a experiência de soluções anteriores mostra que o profissional raramente se adaptará à solução.

Visando facilitar essa adaptação, um dos maiores players no mercado americano, a Epic, introduziu uma função inédita no seu prontuário eletrônico: o input de informação via voz.  Isso inclui desde a simples gravação de idéias e comentários até o reconhecimento de comandos específicos através de um software de terceiros integrado à plataforma.  É a revolução tecnológica a serviço da eficiência na rotina do profissional de saúde.

Essa nova funcionalidade não é novidade; já é conhecida pelo end-consumer em exemplos como o Google Talk, Google Now ou a Siri (assistente pessoal da Apple), e estará também disponível na nova versão do sistema operacional mais popular do mundo, o Windows (“10”).  Porém, é a primeira vez que a tecnologia é usada na saúde.

Fica claro que a principal necessidade que a solução resolve é a do médico inserir dados do prontuário eletrônico em tempo real, e de forma dinâmica, enquanto está à frente do paciente.  A ida e vinda a um desktop localizado em outro local torna-se inviável, e seria uma enorme barreira de adoção.  Enquanto o uso da tecnologia de voz é empolgante, ela não parece ser determinante.  O input de dados feito via aparelhos celulares e tablets, ligados à internet, também atende à necessidades de dinamismo e urgência, tão importantes no mercado da saúde.

Veja o artigo original (em inglês) aqui.


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Como que serão os prontuários eletrônicos em 2020?

Como em qualquer outra tecnologia, é difícil prever exatamente a direção na qual o desenvolvimento do prontuário eletrônico seguirá.  Em uma tentativa de oferecer uma visão do que será ideal no futuro (conforme o nosso entendimento de hoje), uma força-tarefa da AMIA (American Medical Informatics Association) listou algumas recomendações que devem guiar o desenvolvimento da tecnologia até o ano de 2020.

Uma das principais recomendações é para que o software do futuro tenha o paciente como peça central do desenvolvimento e operação.  Apesar do “bom” prontuário eletrônico precisar atender primordialmente ao cliente (que. nesse caso, é o profissional de saúde), o “ótimo” prontuário também levará em conta as necessidades do paciente de uma forma íntegra.

A AMIA nos traz 5 recomendações que formarão as boas práticas no setor para o desevolvimento de software:

1. Simplificar o input de dados: priorizar as informações inseridas pelo profissional de saúde, e integrar a estas os dados que poderão vir a ser inseridos pelos pacientes também;

2. Alinhar a regulamentação do setor: medidas para aumentar a transparência, melhorar a troca de dados via a interoperabilidade, reduzir o re-trabalho e priorizar o paciente devem ser priorizadas;

3. Aumentar a transparência e agilizar a certificação: definir claramente as regras de certificação e informá-las de forma pública aos diferentes interessados;

4. Promover a inovação: a programação por trás do software deve ser feita de forma que promova a inovação através da colaboração entre inovadores, pesquisadores e pacientes;

5. Dar suporte ao cuidado continuado: deve haver estímulo à integração do prontuário eletrônico além do cuidado simples do paciente para que outras áreas (ex.: homecare, especialistas, laboratórios, farmácias, etc.) também integrem esse ecossistema de forma que isso promova o cuidado continuada de forma holística.

A UTIL desenvolveu o Core alinhada com os princípios acima que estão sob o nosso controle.  O foco no paciente com o objetivo de fomentar o cuidado continuado são princípios que norteiam o desenvolvimento da solução, que estará disponível em breve.

Veja o artigo original (em inglês) aqui.


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Mercado de soluções de prontuário eletrônico permanece forte

O mercado de serviços de prontuário eletrônico está a todo vapor nos EUA: atingirá $35 bi até 2019. A competitividade está em alta, mas a consolidação de players é inevitável. A chave é, como sempre, oferecer uma plataforma que realmente agregue valor ao usuário.

Três pontos importantes que players no mercado devem priorizar para buscar o sucesso são: (1) mobilidade; (2) uso de soluções em nuvem; (3) interoperabilidade. O papel da interoperabilidade é substancial, mas investimentos necessários na área às vezes desestimulam a adoção de padrões de comunicação intersistemas.

O fator segurança da informação também tem um papel importante na avaliação de soluções de prontuário eletrônico. O Core atende a todas essas tendências, e estamos muito ansiosos para mostrar a solução ao mercado.

Veja o artigo original (em inglês) aqui.


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E-health reduz a zero o crescimento de gastos de saúde na Finlândia

“Os gastos na Saúde sempre continuarão a aumentar.” Essa é uma frase batida no mercado, porém correta quando olhamos para os números tanto nos setores público, como no privado, em diversos países. A Finlândia apresenta um alento a essa tendência através de um modelo simples que preza a colaboração através do uso inteligente da tecnologia.

A estrutura atual do mercado brasileiro (infelizmente) dificulta o sucesso na adoção de política similar. Fatores como a multiplicidade de players no mercado, a mix e interseção do cuidado público versus privado, ausência de transparência na política pública e o mero tamanho geográfico do país contribuem para a crença que estamos (e estaremos) atrás da curva por muito tempo.

Mesmo assim, fica claro que o papel da tecnologia é pivotal na transformação e consequente evolução da saúde.

Veja o artigo original aqui.