A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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Estará a saúde móvel prestes a “explodir”?

O ramo da saúde móvel (“mHealth”) não é novidade, mas tampouco é uma área que já conseguiu ter um impacto real no cotidiano.  Por ora, apps médicos podem ser, de forma simplista, divididos em 2 principais grupos, determinados pelo foco das soluções apresentadas: os EHRs, ou Electronic Health Records (vulgo “prontuário eletrônico”, muitas vezes só acessado por médicos e profissionais de saúde); e os PHRs, ou Personal Health Records (apps e plataformas direciondas à saúde e bem-estar do indivíduo).

Também pode ser argumentado que uma divisão conforme a sugerida acima é demasiada simples, e há algum mérito na crítica.  Porém, o que se vê é uma relativa segmentação do mercado exatamente nessa direção.  São poucos os apps ou plataformas disponíveis no mercado que integram ambas as funcionalidades com maestria.

Mais recentemente, há corrente crescente com uma opinião em comum: independente do foco da plataforma em questão, haverá uma convergência de ambos os modelos de ataque da saúde móvel.  E, no final das contas, ambos médicos (e outros profissionais de saúde) e pacientes se beneficiarão dessa tendência.

O infográfico abaixo, em inglês, demonstra o cenário positivo que se desenrola nos EUA:

mHealth infographic

Fonte: Float Mobile Learning

Fica claro que o interesse no desenvolvimento da mHealth agregará valor real a ambos médicos e pacientes.  No mais, a estrutura para a “explosão” da saúde móvel já está praticamente instalada – agora resta que as soluções de software desenvolvidas superem as expectativas dos envolvidos.

 

 


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O Dr. Google chegou

Quem nunca consultou o Google para obter informações de doenças e sintomas (ou algo relacionado à saúde) que atire a primeira pedra.  O costume generalizado de usar a ferramenta para tal é cada vez mais comum e é uma fonte de preocupação constante para médicos e outros profissionais de saúde.

Pesquisas relacionadas à saúde compõem surpreendentes 5% do volume de buscas globais no Google.  Apesar do hábito ser comum, a qualidade e fidelidade de uma enorme proporção dessa informação disponibilizada é baixa.  Isso pode levar a outras externalidades negativas, como a diminuição de visitas (muitas vezes necessárias, ou até mesmo essenciais) a médicos, auto-medicação indiscriminada, entre outros.

Para tentar atenuar o cenário potencialmente negativo que se desenvolve a médio prazo do ponto de vista do impacto sobre a saúde pública, o Hospital Israelita Albert Einstein e a própria Google lançam um novo recurso.  Agora, o usuário de buscas poderá contar com quadros com informações de saúde revisados pelo staff do Hospital, que aparecerão no topo dos resultados da pesquisa.

 

Veja o vídeo explicativo da iniciativa:

“É um direito do paciente ter conhecimento sobre a sua condição e acessar informação de qualidade sobre doenças e sintomas.  Para o Einstein é mais uma ferramenta para a promoção de saúde na sociedade”, diz o seu presidente, Dr. Claudio Lottenberg.

Os novos resultados começaram a aparecer aos usuários do Google progressivamente a partir de antes de ontem. A implementação completa pode durar alguns dias

E veja o artigo original do HIAE aqui.


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Me dê um app que eu te darei o meu prontuário

Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare

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Todos os anos, milhões de brasileiros fazem suas declarações de imposto de renda na internet através do serviço provido pela Receita Federal.  Encaminhamos informações sensíveis pela internet porque confiamos na tecnologia adotada.  Outro exemplo que demonstra a capacidade da internet de ser um ambiente seguro para a troca de informações sensíveis é o uso massivo de serviços bancários (“online banking”).

Agora imagine que você, paciente, necessite encaminhar o seu histórico de saúde para um médico que não seja o seu atual (por escolha própria ou por indicação do seu médico, por exemplo); ou, para uma clínica ou hospital.  Você provavelmente precisará preencher formulários, ou no mínimo encaminhar informações sensíveis via correio, fax, ou até mesmo gastar com entrega via motoqueiro (isso se o seu destinatário estiver na mesma cidade, é claro).  Alguns dias ou semanas depois, quem sabe, o seu prontuário estará acessível.  E os exames de imagens, o que fazer com eles?  Você se lembra da sua senha de login do portal do laboratório?  Qual laboratório mesmo?

Na primeira visita ao novo médico, com sorte os seus dados já terão sido inseridos em um prontuário eletrônico, mas com enormes chances dele não “conversar” com o prontuário eletrônico do seu médico original.  Com mais sorte ainda, todos seus dados estarão corretos (mas estou disposto a apostar que haverá erros).

Quais as razões por trás dessa discrepância de uso da tecnologia se a mesma já está disponível?  Porque conseguimos efetuar transações bancárias complexas através de um celular, mas não conseguimos compartilhar, com facilidade, nosso prontuário eletrônico através de uma plataforma uniforme que faça sentido para ambos médicos e pacientes?

Muito já foi dito sobre a incapacidade técnica (ou, em alguns casos, mera falta de vontade) de hospitais e médicos em compartilhar a informação eletrônica do prontuário do paciente.  As razões alegadas já são conhecidas: ausência de interoperabilidade entre sistemas existentes, fraca regulamentação da comunicação de dados no setor, segurança, privacidade, confidencialidade, entre outras.

Feliz, porém lentamente, há uma evolução perceptível.  Com o envolvimento direto do paciente, o compartilhamento fácil e seguro torna-se uma realidade.  Além de realidade, é uma necessidade: para que haja cumprimento à legislação vigente da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), o paciente precisa autorizar o compartilhamento de seus dados clínicos a terceiros.  A vantagem: o paciente é quem controla seu prontuário, e autoriza o acesso a ele a quem quiser de forma pontual.  Porém, há também uma desvantagem: ter que liberar o acesso a cada vez que ele é requisitado, seja pelo seu médico principal, um especialista, ou até mesmo um hospital.  No final das contas, queremos sossego e esperamos que a tecnologia simplifique o nosso cotidiano, e não que o faça mais complexo.  Fica claro que o sistema de sucesso será aquele que simultaneamente cumprirá os requisitos da lei, dará autonomia ao paciente, e nutrirá o médico com informações relevantes para a sua prática.

A importância das APIs (Application Programming Interface) vêm à tona então.  As APIs permitem que dados sejam compartilhados para propósitos específicos, e não necessitam que sistemas “falem” a mesma língua de forma nativa.  Já existem soluções no mercado que permitem o armazenamento e acesso seguro do prontuário eletrônico do paciente, porém, nenhuma é adotada de forma massificada e convincente.  Mais importante é o fato de que não há nenhuma solução no mercado brasileiro que permita esse compartilhamento fácil e desburocratizado.  Há uma lacuna a ser preenchida.

Veja o post original no LinkedIn aqui.

E veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.


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Será a inovação a principal missão de uma start-up?

Em mercados mais desenvolvidos como o dos Estados Unidos, ou em países da Europa ocidental, a “febre” das start-ups na saúde já é um fenômeno existente há alguns anos.  No Brasil, começa-se a ver a consolidação da mesma tendência.  Mas qual é o real propósito de uma start-up na saúde?

A agilidade para reagir às necessidades do setor e a possibilidade de ter na inovação a principal força motivacional são características marcantes de uma start-up.  No caso da saúde em particular, a gestão de processos institucionais, a comunicação entre profissionais e a relação médico-paciente estão entre as prioridades dessas empresas embrionárias.

E empresas embrionárias são, normalmente, compostas de jovens empreendedores, cujo raciocínio já é “nativamente digital”.  Por serem os agentes dessa transição, as dificuldades na implementação de suas idéias é um exercício que trilha um caminho sinuoso.  O que observamos cada vez mais é o interesse de instituições tradicionais já estabelecidas no que as start-ups desenvolvem.  Seja por interesse genuíno ou meramente financeiro, a troca de experiências entre os dois tipos de players no ramo traz benefícios à sociedade.

Conforme a Syte, instituto de pesquisa para o desenvolvimento de novas frentes de tecnologia na medicina.  Há uma forte expansão no escopo dos nichos que despertam interesse para o investimento nas start-ups em saúde.  Em 2015 os investimentos de risco em saúde digital atingiram US$ 4,5 bilhões e cerca de 265 eHealth start-ups levantaram mais de US$ 2 milhões cada nos EUA.

Veja quais são as top 6 áreas que atrairam investimentos no setor em 2015, também conforme a Syte:

  • Engajamento do consumidor – US$ 629 mil
  • Wearables e biosensores – US$ 499 mil
  • Saúde personalizada – US$ 400 mil
  • Ferramentas para as fontes pagadoras – US$ 263 mil
  • Troca de informações – US$ 236 mil
  • Cuidado coordenado – US$ 208 mil

Além dos investimentos, também há diversos desafios do setor no que diz respeito ao Brasil em particular, conforme:

  • Dificuldade na obtenção de profissionais qualificados em TI para a saúde;
  • Baixa interoperabilidade entre os sistemas já existentes;
  • Ambiguidade na regulamentação do universo digital crescente;
  • Infraestrutura ruim para acesso à internet no Brasil;
  • Treinamentos de conscientização para vencer as resistências de médicos e pacientes

Veja o artigo relacionado aqui.


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O que podemos esperar da Saúde em 2016?

O opinião de especialistas é que 2016 será um ano promissor para o setor da saúde, mesmo com a crise macroeconômica que assola o país há meses.  O aumento gradual do consumismo, pressão pela redução de custos, impacto de novos participantes, inovação tecnológica e a sempre existente pressão pela redução de custos são todos fatores que terão uma contribuição real para as tendências que deverão ser observadas em 2016.

O PwC Health Research Institute (HRI), do final do ano passado, lista estas tendências, conforme abaixo.  O link da PwC contém alguns infográficos (em inglês) interessantes para o melhor entendimento na matéria.

As tendências:

1. Fusões e aquisições

Uma tendência global, e não só no setor da saúde.  Resta entender a força do papel de reguladores nesse processo para que o interesse do consumidor final seja a prioridade.

2. Redução nos preços

O grande aumento nos preços da maioria dos medicamentos em 2015 deve levar a indústria farmacêutica global a ter mais cuidado com suas estratégias de precificação em 2016.

3. Mobilidade

Seguindo as tendências de outros setores, podemos esperar um foco maior em soluções que ofereçam a mobilidade ao usuário – ou seja – soluções conectadas a smartphones e tablets, valorizando o tempo dos pacientes.

4. Segurança

Padrões globais de segurança devem ficar mais rígidos e comuns.  Assuntos como criptografia de dados sensíveis terão destaque.

5. Novos “donos” do cofre

O aumento das franquias nos processos de compra de serviços de saúde (ou de reembolso via uma operadora, por exemplo) farão que consumidores busquem alternativas criativas para gerenciar suas carteiras.

6. Importância da saúde comportamental

Redução de custos, aumento de produtividade e manutenção de uma boa saúde são os principais fatores que colocarão a saúde comportamental em foco em 2016.

7. Cuidado à comunidade

A tendência é que o consumidor seja mais atento ao valor real de seu cuidado médico, e não só ao preço em si.  Por isso, sistemas de saúde devem buscar métodos criativos para tentarem obter reduções de custo.

8. Novas bases de dados

A integração de bancos de dados e a facilidade de análise dos mesmos através da computação (incl. big data) sugere que insights cada vez melhores serão a norma.

9. Biossimilares

Considerados como substitutos de medicamentos biológicos de marca, biossimilares devem entrar em foco em 2016 também em função ao grande aumento nos preços dos medicamentos em 2015.  Porém, há muito o que dizer em relação a real eficácia de biossimilares, que têm uma proposta totalmente diferente em relação ao que genéricos visam oferecer (o mesmo princípio ativo do medicamento de marca).

10. Custo médico

A eficiência de processos será chave na tentativa de minimizar o custo médico ao paciente.

Que venha 2016!

Veja o post relacionado aqui.

 

 

 


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Você conhece as 5 invenções mais importantes da saúde em 2015?

A evolução da raça humana se dá pela evolução da tecnologia.  No caso da saúde, isso passa pela influência positiva prevista que novas tecnologias terão no cotidiado do cidadão comum, seja de forma direta ou indireta.  Veja abaixo um resumo das 5 invenções no ramo da saúde que deram (e darão) o que falar:

 

  • 6SensorLabs´ Nima

blog pic33.1A intolerância ao glúten (ou a doença celíaca) é cada vez mais comum. Esse dispositivo inteligente indica, em questão de segundos, a presença (ou não) da substância em qualquer alimento.  Basta inserir uma pequena amostra do mesmo no dispositivo, e o indicador confirmará se o nível de glúten do alimento é baixo o suficiente para considerá-lo como gluten-free.

 

 

blog pic33.2Imagine esse dispositivo como uma evolução dos já conhecidos noise-cancelling headphones, os fones de ouvido que cancelam o som externo e que oferecem silêncio quase que total ao usuário.  No caso do novo produto da Here, o usuário tem a possibilidade de escolher quais sons e frequências que quer anular, e filtrar conforme a sua preferência, tudo controlado via o seu smartphone.  Ideal para usar em companhia indesejada!

 

blog pic33.3Esse dispositivo pode ser considerado a evolução do tradicional estetoscópio.  Ao “escutar” o batimento cardíaco de um paciente, o Eko Core automaticamente grava e envia os dados para a nuvem.  O app que acompanha o dispositivo é então capaz de comparar as diferentes gravações ao longo do tempo e sinalizar ao médico alguma anormalidade nos registros.  A longo prazo, o Eko Core pode auxiliar na diminuição de exames mais caros, como o ecocardiograma.

 

 

blog pic33.4A análise de linhagens de DNA é uma tarefa complexa que consome bastante tempo.  O Juno, da Fluidigm, reduz o tempo do processo para somente 3 horas, o que pode ter um benefício enorme para a produtividade dos especialistas em genética humana.  O Juno dispõe de uma tecnologia, já patenteada, que permite a amplificação de amostras mais de mil vezes menores que uma mera gota d´água.

 

blog pic33.5O Sproutling é um dispositivo que aproveita da insegurança aliada à excessiva preocupação dos pais em relação aos seus recém-nascidos.  O sensor permite monitorar a frequência cardíaca, a temperatura corporal, movimentos e a posição do bebê além de informar os pais, via o smartphone, de alguma possível irregularidade.

 

Veja os posts relacionados aqui, aquiaqui.


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Como evoluir os PHRs – Personal Health Records

Existe uma clara demanda vinda de consumidores que buscam soluções para “melhor comunicar e monitorar sua saúde”, mas problemas na sofisticação dos aplicativos disponíveis no mercado, como também no entendimento dos problemas e necessidades dos clientes, limitam o crescimento do setor.

Um estudo recente publicado pelo Journal of Medical Internet Research revelou alguns fatores interessantes sobre a prespectiva do usuário final em relação ao uso de apps para a saúde.  Foram ouvidos aprox. 1.600 usuários de dispositivos móveis (celulares e tablets), ditando o foco na mobilidade do estudo:

blog pic32

  • Mais da metade já possuem apps de saúde pessoal (PHRs – Personal Health Records) com o interesse de monitorar a saúde pessoal e alimentação;
  • Apesar de o uso do celular estar constantemente em tendência de alta, o uso efetivo dos apps em saúde não acompanha essa tendência.
  • Desenvolvedores dos apps precisam dar mais atenção ao ambiente regulatório e à segurança da informação / privacidade dos usuários;
  • 57% das respostas priorizaram a necessidade de haver um sistema quer possibilite uma melhor comunicação com os médicos;
  • 60% das respostas ressaltaram a importância dos apps permitirem acesso ao histórico médico do paciente de forma segura e interativa.

Fica patente que os pacientes, de uma forma ou outra, sentem falta de apps com uma boa experiência de uso, e que priorizem de uma forma integrada todas as necessidades apontadas acima.

É importante também ressaltar que diversos consumidores / pacientes levantaram dúvidas em relação à real eficácia de soluções que não têm, na sua concepção, o input de médicos.  Em outras palavras, o envolvimento direto de médicos no desenvolvimento de apps em mHealth não só passa credibilidade ao paciente, como também é visto como essencial na própria comunidade médica.  Apps desenvolvidos por tecnólogos puros não satisfazem as necessidades de médicos, e tampouco de pacientes (e esse apps respondem por quase 20% dos avaliados no mercado americano).

Também há de se mencionar outras conclusões do estudo:

  • Apps desenvolvidos / patrocinados por instituições de saúde já conhecidas facilitam o ritmo de adoção por parte dos pacientes;
  • Os próprios desenvolvedores precisam priorizar os ensaios clínicos como forma de testar a eficácia real da solução

No final das contas, a recomendação de uso de apps específicos (aos pacientes) por profissionais de saúde dará mais credibilidade à solução.  Da mesma forma, resultados positivos oriundos do uso desses apps em ensaios clínicos também é de suma importância.

Veja o artigo (em inglês) relacionado aqui.