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São Paulo é o maior polo de start-ups da América Latina

O Global Ecosystem Ranking de 2015 coloca São Paulo em 12° lugar em um ranking de cidades que favorecem o desenvolvimento de companhias start-ups de tecnologia, melhor (e única) posição na América Latina.  O ranking é compilado pela Compass, um desenvolvedor de software.

Quesitos como performance, alcance de mercado, disponibilidade de capital, talento e capacidade de exportação de startups internacionalmente nortearam a análise dos diferentes ecossistemas.  SP, especificamente, pontuou alto na disponibilidade de capital, performance e alcance.  Veja o ranking:

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O ranking apresenta outras conclusões interessantes:

  • A fator globalização é chave, uma vez que 37% dos investimentos às start-ups (nos 20 ecossistemas monitorados) foram feitos por empresas/fundos localizados em outros países;
  • Entre 2012-4:
    • Nova York, Austin, Bangalore e Cingapura apresentaram as maiores melhorias nas condições para promoção do empreendedorismo;
    • Toronto, SIdney, Vancouver e Seattle apresentaram as maiores quedas no ranking;
  • A taxa de sucesso dos investidores está em alta: houve um crescimento de 78% a.a. (entre 2012-4) no número de saída bem sucedidas de uma empresa; isso indica que investidores estão, em grande parte, conseguindo lucrar em cima de suas participações.  Nesse quesito, porém, São Paulo não tem destaque.

Também é importante ressaltar que a disponibilidade de capital em si é alta: somente entre 2013-4, aportes privados cresceram em ~95%, com destaque específico para a Berlim (com um crescimento de 12x no período).

A grande verdade é que o empreendedor paulistano faz milagres para conseguir que a cidade figure em listas como essa.  Com uma estrutura administrativa-financeira além de burocrática imposta pelo governo, o empreendedor brasileiro precisa “fazer acontecer” de uma forma ou outra; aínda mais quando trata-se de uma start-up, frequentemente caracterizada pela baixa liquidez e disposição para grandes investimentos auto-financiados.  Sendo assim, as tendências descritas no artigo são de grande importância.

Veja o artigo original aqui.


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Empreender não significa, necessariamente, inovar.

O empreendedorismo está em alta no Brasil.  Uma recente pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (em parceria com a Sebrae e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Brasil) conclui que nada menos de 34,5% dos brasileiros ativos no mercado de trabalho têm o seu próprio negócio.  O número é significativo e apresenta um aumento quando comparado com a taxa de 23% reportada em 2004.  A taxa é alta, mesmo quando comparada com o índice em outros países como a China e os EUA (~16,5 e 19,5%, respectivamente).

Porém, empreender não significa, necessariamente, inovar.  Uma grande parcela dos empreendimentos no país não traz nada de novo ou inovador, e se resume a modelos de negócios já conhecidos e estabelecidos no contexto da economia.  Há alguns fatores que contribuem para essa falta de inovação, entre eles: a falta de preparo do empreendedor, o medo de assumir risco, o despreparo total do governo em promover a inovação, etc.  A ausência de recursos públicos para a promoção de inovação também traz prejuízo na forma da consequência mais preocupante: nem mesmo as grandes empresas multinacionais (e já estabelecidas no país há muito tempo) investem a proporção ideal de seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento.

Eis o panorama atual de P&D entre grandes empresas no Brasil:

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A Harvard Business Review elenca 3 fatores que são determinantes para explicar o baixo investimento em P&D no país:

  • gestão com base no curto prazo;
  • falta de mão de obra qualificada;
  • falta de incentivos para aumentar as pesquisas em quantidade e em qualidade.

O brasileiro empreendedor, por si só, já deve ser considerado um herói.  No Brasil, pouco se faz para promover o sucesso do empreendedorismo; na verdade, muito se faz (e se cobra) para garantir exatamente o oposto: a dificuldade de montar e gerenciar o próprio negócio.  Aínda temos um longo caminho a percorrer nesse sentido

Por outro lado, os que resistirem à burocracia e aos desafios inerentes ao empreendedorismo no Brasil conseguirão se posicionar de forma diferenciada no mercado e assim oferecer um maior valor agregado ao consumidor final.  Isso torna-se muito importante em setores onde o impacto da inovação pode ser disruptivo a ponto de trazer uma nova forma de trabalhar, se comunicar, entre outros.

O mercado de software para a saúde certamente é um destes setores.  Apesar de existirem inúmeros programas que (supostamente) atendem às necessidades de médicos e de outros profissionais, poucos se destacam pela inovação, e o que se vê na maioria dos casos é “mais do mesmo”.  Aínda há bastante espaço para a inovação no setor visando melhorar a comunicação e a produtividade, tendo como o objetivo final a melhoria da qualidade do cuidado ao paciente.

Veja o artigo original aqui.