A EVOLUÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

A UTIL acredita que a tecnologia traz organização e eficiência à saúde. Movida pela inovação.


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28/12/2016: 121 anos dos famosos Raios-X. Você conhece sua história?

Alemanha, 1895. Tarde de outono na Universidade de Würzburg, Bavaria. Uma notável descoberta estava por acontecer no último andar do Instituto de Física, laboratório do professor de Física e reitor da universidade, Wilhelm Röntgen, então com 40 anos.

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Utilizando uma ampola de Crookes – um tubo de vácuo feito de vidro e composto por duas placas metálicas nas extremidades -, Röntgen estudava os chamados raios catódicos – um feixe luminoso de elétrons resultante da aplicação de alta voltagem entre as placas – talvez à procura de raios que pudessem ser visíveis em uma tela fluorescente. Naquela tarde, o laboratório estava quase totalmente escuro, iluminado somente pela fraca luz que emanava da ampola.  Röntgen, então, envolveu totalmente a ampola de vidro com uma grossa cartolina preta impermeável à passagem da luz e foi surpreendido pela tela fluorescente: ela acendeu!  Quando interpôs sua mão entre a ampola e a tela, algo ainda mais espantoso sucedeu: ele enxergou os ossos de sua mão!

Muitos classificam esta como mais uma entre as numerosas “descobertas acidentais” da ciência. Ou terá sido a refinada percepção de uma mente brilhante e obstinada?

raio-x3Foram sete semanas de trabalho intenso entre o tal “acidente” e a publicação da descoberta em 28 de dezembro de 1895 no volume 137 da revista Sitzungsberichte der Physikalisch-Medizinischen Gesellschaft in Würzburg, sob o título “Eine neue art von strahlen”. Menos de 1 mês depois, a revista Nature publicou o texto de apenas 2 páginas intitulado “On a new kind of rays”.  Tamanho foi o impacto da descoberta, que esse novo tipo de raios, chamados de raios-X pelo próprio Röntgen para designar o desconhecido (“x”), rendeu ao eminente cientista o primeiro prêmio Nobel da Física em 1901, além de forte notoriedade na imprensa leiga, uma vez que a sociedade europeia ansiava por ser fotografada com a nova tecnologia.

Estes imperceptíveis mas poderosos raios deram à luz estruturas e doenças antes apenas vistas pelas mãos de um cirurgião. Apesar de seus potenciais danos à saúde, os raios-X trouxeram grandiosos avanços na Medicina, como o desenvolvimento da tomografia computadorizada, permitindo o diagnóstico preciso de um número incontável de doenças, e da radioterapia, possibilitando o tratamento e, por vezes, a cura de muitos tipos de câncer.

Passados exatos 121 anos da publicação de sua descoberta, Röntgen ainda vive.

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Referências:
http://www.uni-wuerzburg.de/en/ueber/university/roentgenring_science_mile/nobel_laureates/wilhelm_conrad_roentgen_1901/
Tubiana M. Wilhelm Conrad Röntgen and the Discovery of X-rays. Acad Natl Med 1996 Jan;180(1):97-108.
Kemp M. Röntgen’s rays. Nature 394, 25 (2 July 1998) | doi:10.1038/27790.
Colomina B. X-Screens: Röntgen Architecture. e-flux journal #66 – #66 – october 2015.


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5 forças transformadoras no setor da saúde

O segmento da saúde vivencia um período de mudança e cinco novos fatores estão levando a este novo desenvolvimento, segundo pesquisa da PwC.  Com mais poder de barganha, o paciente começa a ser o verdadeiro centro gravitacional de um complexo e interligado sistema.

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O relatório, feito pela Health Research Institute da PwC, diz que o segmento da saúde está a tornar-se mais integrado, e que com isso há mais espaço para a inovação na medida que novos players adentram o mercado.  Após décadas de uma conhecida resistência à mudança, o segmento agora é forçado a conviver com uma série de novos desenvolvimentos tecnológicos que ocorrem rapidamente, e em simultâneo.

“O sistema moblog-pic42dular, onde os consumidores podem escolher o que querem de acordo com suas necessidades de cuidado e restrições financeiras, é muito mais acessível para novas empresas que podem ocupar um espaço no mercado sem ter que controlar, possuir ou entender o todo’’, diz a PwC. “O sistema é mais dinâmico, responsável com os consumidores e fértil para a inovação.”

Há 5 forças transformadoras no setor da saúde que devem dominar o panorama de evolução no futuro, conforme:

A influência crescente do consumidor

Os pacientes têm mais acesso a dados e estão motivados a achar as opções dentro do segmento da saúde que beneficiam a eles próprios, e que caberão em seus bolsos. A transparência de preços permite a eles comprarem bens e serviços com confiança.  No mais, plataformas que conectam e informam aos consumidores estão se tornand cada vez mais acessíveis.

A transição para o tratamento baseado na qualidade

Esse fator é o que provavelmente produzirá os resultados imediatos e em escala mais expressivos.  Segundo o relatório, em função da pressão por parte dos Centers for Medicare & Medicaid Services que pleiteiam a rápida implementação de programas alternativos de pagamento, novas fontes de transformação no segmento da saúde podem surgir desse ponto de partida.

O aumento do uso da tecnologia

Além da adoção de sistemas de prontuário eletrônico, outras tecnologias têm um impacto real sobre o setor, a forma como os médicos fazem os tratamentos e como os pacientes podem se conectar com os outros players do sistema. Plataformas que fazem uso de inteligência artificial (como o Watson, da IBM) e a medicina de precisão e genômica, por exemplo, aumentam a capacidade da saúde individualizada virar uma realidade.

Descentralização do tratamento

O monitoramento remoto de pacientes e clínicas virtuais que levam o tratamento aos pacientes (ao invés de obrigá-los ao deslocamento) devem revolucionar o segmento. Isso significa que os consumidores podem solicitar serviços de saúde onde e quando quiserem.  Resta que a regulamentação de saúde acompanhe as mudanças, pois essas serão inevitáveis.

Aumento do foco em bem-estar

Diversos participantes do sistema, como pacientes, planos de saúde e outros profissionais do sistema poderão se beneficiar com essas mudanças.  Deverá haver cada vez mais ações como encorajar os pacientes a comer melhor, se exercitar, etc. visando a melhoria da saúde individual.  O papel dos wearables, IoT (Internet of Things) aqui pode ser essencial.  No final, o resultado composto de todas as tendências trará benefícios a todos.

Veja o artigo original (em inglês) aqui.


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Será a inovação a principal missão de uma start-up?

Em mercados mais desenvolvidos como o dos Estados Unidos, ou em países da Europa ocidental, a “febre” das start-ups na saúde já é um fenômeno existente há alguns anos.  No Brasil, começa-se a ver a consolidação da mesma tendência.  Mas qual é o real propósito de uma start-up na saúde?

A agilidade para reagir às necessidades do setor e a possibilidade de ter na inovação a principal força motivacional são características marcantes de uma start-up.  No caso da saúde em particular, a gestão de processos institucionais, a comunicação entre profissionais e a relação médico-paciente estão entre as prioridades dessas empresas embrionárias.

E empresas embrionárias são, normalmente, compostas de jovens empreendedores, cujo raciocínio já é “nativamente digital”.  Por serem os agentes dessa transição, as dificuldades na implementação de suas idéias é um exercício que trilha um caminho sinuoso.  O que observamos cada vez mais é o interesse de instituições tradicionais já estabelecidas no que as start-ups desenvolvem.  Seja por interesse genuíno ou meramente financeiro, a troca de experiências entre os dois tipos de players no ramo traz benefícios à sociedade.

Conforme a Syte, instituto de pesquisa para o desenvolvimento de novas frentes de tecnologia na medicina.  Há uma forte expansão no escopo dos nichos que despertam interesse para o investimento nas start-ups em saúde.  Em 2015 os investimentos de risco em saúde digital atingiram US$ 4,5 bilhões e cerca de 265 eHealth start-ups levantaram mais de US$ 2 milhões cada nos EUA.

Veja quais são as top 6 áreas que atrairam investimentos no setor em 2015, também conforme a Syte:

  • Engajamento do consumidor – US$ 629 mil
  • Wearables e biosensores – US$ 499 mil
  • Saúde personalizada – US$ 400 mil
  • Ferramentas para as fontes pagadoras – US$ 263 mil
  • Troca de informações – US$ 236 mil
  • Cuidado coordenado – US$ 208 mil

Além dos investimentos, também há diversos desafios do setor no que diz respeito ao Brasil em particular, conforme:

  • Dificuldade na obtenção de profissionais qualificados em TI para a saúde;
  • Baixa interoperabilidade entre os sistemas já existentes;
  • Ambiguidade na regulamentação do universo digital crescente;
  • Infraestrutura ruim para acesso à internet no Brasil;
  • Treinamentos de conscientização para vencer as resistências de médicos e pacientes

Veja o artigo relacionado aqui.


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O que podemos esperar da Saúde em 2016?

O opinião de especialistas é que 2016 será um ano promissor para o setor da saúde, mesmo com a crise macroeconômica que assola o país há meses.  O aumento gradual do consumismo, pressão pela redução de custos, impacto de novos participantes, inovação tecnológica e a sempre existente pressão pela redução de custos são todos fatores que terão uma contribuição real para as tendências que deverão ser observadas em 2016.

O PwC Health Research Institute (HRI), do final do ano passado, lista estas tendências, conforme abaixo.  O link da PwC contém alguns infográficos (em inglês) interessantes para o melhor entendimento na matéria.

As tendências:

1. Fusões e aquisições

Uma tendência global, e não só no setor da saúde.  Resta entender a força do papel de reguladores nesse processo para que o interesse do consumidor final seja a prioridade.

2. Redução nos preços

O grande aumento nos preços da maioria dos medicamentos em 2015 deve levar a indústria farmacêutica global a ter mais cuidado com suas estratégias de precificação em 2016.

3. Mobilidade

Seguindo as tendências de outros setores, podemos esperar um foco maior em soluções que ofereçam a mobilidade ao usuário – ou seja – soluções conectadas a smartphones e tablets, valorizando o tempo dos pacientes.

4. Segurança

Padrões globais de segurança devem ficar mais rígidos e comuns.  Assuntos como criptografia de dados sensíveis terão destaque.

5. Novos “donos” do cofre

O aumento das franquias nos processos de compra de serviços de saúde (ou de reembolso via uma operadora, por exemplo) farão que consumidores busquem alternativas criativas para gerenciar suas carteiras.

6. Importância da saúde comportamental

Redução de custos, aumento de produtividade e manutenção de uma boa saúde são os principais fatores que colocarão a saúde comportamental em foco em 2016.

7. Cuidado à comunidade

A tendência é que o consumidor seja mais atento ao valor real de seu cuidado médico, e não só ao preço em si.  Por isso, sistemas de saúde devem buscar métodos criativos para tentarem obter reduções de custo.

8. Novas bases de dados

A integração de bancos de dados e a facilidade de análise dos mesmos através da computação (incl. big data) sugere que insights cada vez melhores serão a norma.

9. Biossimilares

Considerados como substitutos de medicamentos biológicos de marca, biossimilares devem entrar em foco em 2016 também em função ao grande aumento nos preços dos medicamentos em 2015.  Porém, há muito o que dizer em relação a real eficácia de biossimilares, que têm uma proposta totalmente diferente em relação ao que genéricos visam oferecer (o mesmo princípio ativo do medicamento de marca).

10. Custo médico

A eficiência de processos será chave na tentativa de minimizar o custo médico ao paciente.

Que venha 2016!

Veja o post relacionado aqui.

 

 

 


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Saúde, tecnologia e auto-cuidado

A cada dia, mais e mais pessoas atentam para sua saúde, seja por meio de busca de informação, mudanças de estilo de vida ou, quando doentes, organizando seus exames. Assessorar o paciente no gerenciamento de seu próprio cuidado é, portanto, tema de grande relevância. Evidentemente, o assunto já está no radar de modernas tecnologias digitais como apps, smartwatches, wearables, bem como dos chamados “portais do paciente”. Conectados a registros eletrônicos em saúde ou a prontuários eletrônicos, estes portais nada mais são do que sites para acesso do paciente a suas informações de saúde e a funcionalidades de auto-cuidado, comunicação e gestão. Evidências apontam para maior satisfação do paciente e ganhos de eficiência no cuidado com o uso dos portais.

Contudo, envolver o paciente ativamente neste processo, além de complexo, carrega um enorme desafio. Recente publicação em revista especializada*, fundamentada em achados de 109 estudos sobre o assunto (90% deles norte-americanos e europeus), enumera os principais problemas relacionados aos atuais portais do paciente:

  • Engajamento do paciente.  Dúvidas sobre a confidencialidade das informações, o desconhecimento sobre a utilidade de um portal e a experiência de uso negativa são alguns dos motivos para o baixo interesse pelos portais. O grupo de maior engajamento são mulheres jovens, ativas e portadoras de doenças crônicas;
  • Engajamento dos profissionais de saúde.  Indagações sobre segurança, responsabilidade pelo conteúdo da informação (sobretudo em situações de comportamento perigoso do paciente) e até receio de aumento na carga de trabalho afastam os profissionais de saúde dos portais;
  • Interoperabilidade e segurança.  Infraestrutura estável e segura representa um grande desafio. Além disso, poucos portais são interoperáveis, ou seja, possibilitam o compartilhamento de dados com outros sistemas eletrônicos, o que dificulta o bom andamento do cuidado continuado. Por outro lado, compartilhar dados pode colocar em risco a segurança da informação, o que exige grandes investimentos em segurança;
  • Governança de dados. Os portais do paciente carecem de legislação específica e padronização.  Ainda não está claro quais dados são essenciais, quais podem e devem ser visualizados pelo paciente e, sobretudo, quem tem acesso à informação além do paciente: profissionais de saúde, cuidadores, operadoras de saúde, sistema público de saúde, agências de pesquisa;
  • Modelo de negócios.  Pouco se sabe sobre as vantagens econômicas dos portais e sobre os caminhos de financiamento e alcance de mercado.

O estudo também aponta propostas para os problemas levantados:

  • Engajamento do paciente.  Três ações podem aumentar a adoção dos portais pelo paciente e sua aderência: (i) sistemas centrados no paciente desde sua concepção, com interface mais intuitiva; (ii) treinamento; (iii) estímulo vindo dos profissionais de saúde para uso do portal pelo paciente;
  • Engajamento dos profissionais de saúde.  Treinamento incorporado no fluxo de trabalho e envolvimento dos profissionais na criação dos sistemas podem aumentar o uso por profissionais de saúde;
  • Interoperabilidade e segurança.  Melhores técnicas de chaves de criptografia, firewall e auditorias, além de mais engajamento da sociedades reguladoras em criar, manter e melhorar padrões como HL7 e ISO podem trazer interoperabilidade e segurança aos portais;
  • Governança de dados.  A governança melhora quando sociedade e órgãos públicos (governamentais ou não) unem esforços para criar políticas e normatizações, em especial sobre a apresentação e o compartilhamento dos dados;
  • Modelo de negóciso.  Mais estudos são necessários para definir melhores práticas de mercado e modelos de negócio atraentes para investimento.

Em resumo, é preciso:

  • Entender as necessidades do paciente;
  • Treinar os profissionais de saúde;
  • Aproximar pacientes e profissionais;
  • Zelar pela segurança;
  • Envolver autoridades;
  • Criar regulamentações;
  • Promover estudos de custo-efetividade.

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Quem sabe, no curto/médio prazo, o Brasil, que já dá os primeiros passos em direção a este importante tema (acesse aqui), consiga produzir, por meio da tecnologia, um portal colaborativo, intuitivo e seguro para que todos os envolvidos (inclusive o paciente), possam, juntos, resgatar parte da Saúde do país.

* Otte-Trojel T, et al. J Am Med Inform Assoc 2015;0:1– doi:10.1093/jamia/ocv114, Reviews


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A teoria econômica, a tecnologia, e o prontuário eletrônico

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Opinião UTIL

Nuno Morgado | Sócio na UTIL Healthcare


A teoria econômica sugere que o uso da tecnologia em qualquer processo, seja esse de uma indústria de manufatura ou de provisão de serviços, é a única forma de aumentar a produtividade real do mesmo a longo prazo.  O uso incremental de outros recursos pode trazer benefícios a curto prazo, mas essa estratégia (normalmente) tem ganhos sucessivamente menores (Lei dos Rendimentos Decrescentes).

O curva da PPF (Production Possibility Frontier) acima é relevante nesse contexto.  Se presumirmos o pleno e eficiente uso dos recursos disponíveis, as combinações de produção e/ou provisão são ilustradas no gráfico ao longo da curva na cor laranja (na forma dos pontos A, B ou C).  Porém, se quisermos atingir um novo patamar (ex.: ponto Y), forçosamente precisamos de maior produtividade, e é exatamente aqui que o uso inteligente da tecnologia é importante.

O setor da saúde é um exemplo prático para exemplificar as teorias propostas. Um gestor de uma unidade pode, a curto prazo, se beneficiar por contratar mais enfermeiros, por exemplo.  Porém, a longo prazo, seu benefício marginal certamente cairá se a produtividade (simplesmente definido como resultado por pessoa por unidade tempo) não for priorizada.  Fica claro aqui o importante papel do uso do prontuário eletrônico e seus desdobramentos para propiciar exatamente esse aumento de produtividade.

Do estudo referente ao uso da tecnologia de prontuários eletrônicos que contemplou aproximadamente 2.000 estabelecimentos no ramo (TIC Saúde 2014), algumas conclusões podem ser traçadas.  O estudo coletou informações de aprox. 2.000 estabelecimentos de saúde que declararam ter utilizado a internet nos últimos 12 meses em relação ao momento da entrevista.

O estudo revelou, entre outros, que:

  • 25% do setor privado usa soluções unicamente em papel, versus 69% no setor público;
  • Aproximadamente um terço (~35%) do setor privado alega usar somente o modelo eletrônico de prontuário do paciente;
  • 75% do setor privado usa algum tipo de prontuário eletrônico.

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Apesar das estatísticas acima apontarem para uma saudável penetração de uso de algum tipo de sistema eletrônico para a gerência das informações dos pacientes, temos que ter cautela para não as considerarmos como verdades absolutas.

Basta falar com alguns médicos e profissionais do ramo para constatar a predominância da insatisfação com sistemas que não atendem às necessidades reais; e ausência de algo que realmente se insira na rotina desses profissionais.

Se olharmos um pouco mais o detalhe da pesquisa, concluímos que aínda existe muito a fazer na implementação digital do prontuário eletrônico.  Vejamos dois exemplos:

  • Apesar de 73% dados cadastrais estaram disponíveis eletronicamente, esse tipo de informação por si só agrega pouco valor ao médico (e até mesmo ao paciente);
  • Informações muito mais relevantes como alergias (31%), anotações da enfermagem (27%) e sinais vitais (25%) têm níveis de disponibilidade eletrônica bem mais baixos.

A conclusão é que aínda temos um longo caminho a trilhar antes de considerarmos que o nosso mercado está “digitalizado” na questão do prontuário eletrônico.  As estatísticas da referida pesquisa são somente isso – estatísticas – e o fato é que elas são interpretativas e não revelam a realidade do cotidiano da saúde no país.  Existe uma lacuna fundamental aínda a ser preenchida: a de agregar valor à rotina do médico de forma inteligente e concisa através da interpretação da multiplicidade dos dados coletados.  O modelo atual do prontuário eletrônico no Brasil simplesmente não faz isso.

Veja o post original (no LinkedIn) aqui.

E veja o post relacionado (e o infográfico original na sua totalidade) aqui.


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A indústria da saúde no Brasil investe o suficiente em TI?

Hoje teremos uma representação gráfica para nos ajudar a responder à pergunta:

A indústria da saúde no Brasil investe o suficiente em TI?

De autoria da SaúdeBusiness e baseado no estudo Referências da Saúde 2014 (conforme postado aqui), o infográfico abaixo fornece informações valiosas:

Gestão de TI no Brasil (2014)

Nos parece que aínda há algum a caminho a percorrer.